O pagode, Backstreet Boys, Leomania e a volta das Spice Girls

Na minha pré-adolescência, ou seja quando tinha uns 12, 13 anos, existiam basicamente 2 coisas que as meninas podiam gostar musicalmente falando: pagode e boy bands.

Eu odeio pagode. Odeio as danças. Por culpa dela me senti completamente deslocada no meu colégio durante anos (traumas vindo à tona : P). E como eu era como (quase) todo adolescente ou seja, maria-vai-com-as-outras-que-quer-ser-igual-a-todo-mundo, tentei gostar. Mas não adiantou, porque é intragável. Não que eu considere meu gosto musical muito sofisticado, mas drogas desse nível não dá : P

Então descambei para o outro lado: as boy bands. Existiam várias, mas a de maior sucesso era os Backstreet Boys. Não que eu fosse viciada, mas gostava de várias musiquinhas e clipes, especialmente “As long as you love me”. E antes que me perguntem, não, não achava nenhum deles bonito, pois eu era adepta da Leomania : P. Pra quem não sabe, era o fanatismo pelo Leonardo DiCaprio, o Jack Dawson de Titanic. Esse sim era lindo aos meus olhos na época. Eu inclusive tinha aquelas pastinhas pretas cheias de fotos. Hoje em dia eu só acho ele bonitinho. Mas voltando, além das boy bands, surgiu outro estouro musical, que conquistou o mundo: as Spice Girls.

girl power

Acho que foi um estouro no nível (ou maior até) do estouro da Britney Spears em 1999. Todas as pessoas ao redor da minha idade tinham o primeiro cd das Spice em casa. Inclusive eu.

Meu grande sonho na época era assistir a um show delas ao vivo, nem que tivesse que ir pra São Paulo ver, afinal eu já tinha consciência de que era quase impossível que os grandes shows fossem para Porto Alegre.

Só que elas nunca vieram pro Brasil. Nunca. Nem para Sampa. Até que o grupo acabou. Todas elas tentaram carreira solo, mas a única que se deu bem foi a Victoria – e nem foi por causa de seu talento musical.

Mas eis que mil anos depois elas voltam, para um série de shows. Fiquei toda empolgadinha e tal, pra descobrir que de novo, o Brasil não está na rota dos shows. Não entendi o porquê. Aposto que em São Paulo tem uma centena de pessoas que pagariam bastante para assisti-las. Não encontro um motivo.

Na real encontro apenas um: as Spice Girls odeiam o Brasil. É a única explicação plausível para isso.

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