Corra Lola, corra (e porque existe oscar de montagem)

Corra Lola, Corra ! é um frenético filme alemão de 1998 que conta a história de Lola, uma ruivissíma moça alemã interpretada pela atriz Franka Potente. Sobrenome esse que condiz com a personagem, que corre furiosamente o filme inteiro, já que ela tem só 20 minutos para encontrar 100 mil marcos, quantia que eu não sei quanto é, mas deve ser um monte, tudo para livrar o namorado de uma encrenca que pode custar a vida dele.


Fast

Mas a história do filme é o de menos. O interessante é a montagem dele. Se você não sabe o que é montagem de um filme, e o quanto isso pode influenciar, assista este, que é cheio de cortes, e depois, pra ficar bem discrepante, assista algo oposto, como Festim diabólico (Rope), de Hitchcock, que deve ter uns três cortes de cena no máximo. Fica claro como a montagem pode influenciar num filme. Quem já editou algum filmezinho caseiro, sabe que editar, apesar de parecer ridiculamente simples, não é nada fácil. Achar o momento exato de cortar, trocar a cena, sem parecer artificial é uma arte. Tanto é que existem inclusive várias maneiras e “regras” de editar (montage sequence, métodos de montagem de Eisenstein ). E é justamente por isso que existe um Oscar só para a montagem.

Mas voltando a Corra Lola, Corra, além da ótima edição (por exemplo, nas partes onde o passado de cada personagem é mostrado em várias cenas rápidas, imitando fotos) o filme também conta com algumas partes feitas em desenho animado (tipo Kill Bill 1 mas não no estilo anime) muito legais, além de uma trilha sonora eletrônica que combina muito bem com o clima da obra.

A partir daqui spoilers —> No filme, o mesmo acontecimento é narrado três vezes seguidas, mas com pequenas alterações. A idéia é mostrar que pequenas mudanças nos acontecimentos, podem levar a finais bem distintos (na primeira vez o final é bem trágico, com a morte de Lola, na terceira é o final perfeito, onde eles pagam a dívida e ainda tem 100 mil extras ganhos por Lola no cassino), tal como foi abordado de forma um pouco diferente mais tarde no filme Efeito Borboleta, O bater de asas de uma borboleta pode desencadear num tufão em algum outro lugar. A mensagem passada, na minha opinião, é que as consequências de cada pequeno ato são imprevisíveis, e não há muito o que fazer a esse respeito, a não ser claro, fazer o que parece certo na hora


Parte em desenho animado

Moonwalker, o jogo de mega drive mais bizarro do mundo

Os áureos tempos dos 16 bits nos ofereceram jogos memoráveis. Mas também ofereceram jogos extremamente bizarros. E o melhor exemplo deles é Moonwalker.

Claro que um jogo cujo o personagem principal é o astro pop Michael Jackson, já é bizarro por definição, mas esse conseguiu se superar.

Para início de conversa, no jogo, Michael Jackson sempre caminha como se estivesse dançando (era de se esperar, mas não deixa de ser bizarro). Seu golpe especial consiste de uma espécie de purpurina mágica que ele joga com os pés e mãos nos inimigos. Sim, ele mata os inimigos com glitter.


Primeira fase, igualzinha o filme!

Além disso, o objetivo de Michael é salvar crianças de Mr. Big. Depois das diversas acusações de pedofilia, acho que elas estariam mais a salvo nas mão dos vilão, mas isso não vem ao caso. Notar também que após salvar uma criança, Michael Jackson recupera parte de sua energia. Porque será?


You’ll never catch me

Mas as loucuras do jogo não param por aí. Depois que você resgata todas as crianças da fase, um macaco (?) ou sei lá o que é aquele bicho, se agarra na garupa/pescoço do Michael Jackson para indicar onde está o chefão da fase. Além disso, apertando o botão A por certo tempo, todos os inimigos dançam junto com Michael (inclusive cachorros e zumbis) para depois se suicidarem (melhor golpe especial da história dos video games).

Pra terminar a bizarrice, em alguma fases, Michael Jackson pode se transformar num robô voador (!).

Se alguém conhece um jogo mais bizarro do que esse, por favor, apresente-me.

PS: Não posso deixar de mencionar que embora bizarro, o jogo é divertidinho. O único porém é que eu nunca consegui terminar ele, mesmo tendo apenas 6 fases. Sim, não sou uma grande jogadora.

Top 7 Mulheres mais bonitas

Depois da top 7 homens, top 7 mulheres.

Ao contrário de muitos homens, que preferem mulheres gostosonas mulher melancia style, com carne, pra ter onde pegar e não sei mais o que, eu acho bonito magreza. Claro, magra, mas não beirando a anorexia tipo Kate Moss. E também não pode ser vulgar, fazendo cara de sou sexy.

E infelizmente meninos, nenhuma nunca posou pelada. Nem posará eu acho, já são ricas demais (embora eventualmente possam ser vistas de topless).

01. Natalie Portman: É incrível, a mulher consegue ser super linda em qualquer papel. Desde Rainha Amidala com aqueles cabelos bizarros, passando pela mulher louca de Um beijo roubado, até adolescentes perdidinhas em Em nenhum outro lugar. O ápice dela foi em Closer – Perto de mais, aquela dança com o Clive Owen e o cabelo rosa criaram uma das cenas mais legais do cinema.

Ainda por cima, é super inteligente.


Esse é o namorado dela. Ou seja, se você é feio, não tem senso de estética nenhum, podendo até mesmo utilizar esse óculos branco sem noção, mas sabe inglês, ainda tem chance com ela.

02. Kate Winslet: A única ruiva da lista. A pele bem branca e o cabelo vermelho formam um constraste muito bonito nela. Se bem que com cabelo azul continua bonita igual.

03. Anne Hathaway: Em Diabo veste prada, ela é bonita usando tanto as roupas feias do início como usando as roupas fashion do final.

04. Mischa Barton: Embora todo mundo odeie a Marissa de The O.C, ela é muito bonita. Eu sei, ela tem celulite, mas isso não destrona ela.

05. Jennifer Aniston: Muito mais bonita que aquela Jolie tosca. Na primeira temporada de Friends o cabelo da eterna Rachel é horroroso, mas felizemente o dinheiro faz milagres e da segunda temporada em diante ela fica linda.

06. Gisele Bundchen: Uma representate brasileira. Embora eu ache bonito cabelo beeeem liso, o ondulado da Gisele fica perfeito nela. Faz jus ao título de modelo mais bela e bem paga do mundo.

07. Cameron Diaz: Ela tem uns traços meio exóticos que eu acho legal.

Menções Honrosas: Avril Lavigne, Keira Knightley, Samaire Armstrong (a Anna Stern de The O.C) e Sabrina Sato (BBB recordista de vendas da Playboy), Zooey Deschanel.

Top 7 homens mais bonitos

Algumas observações: Não tem Brad Pitt nem Tom Cruise, por que eles tem uma beleza muito “normal”. Richard Gere, Harrison Ford e demais anciões não entram porque estão geriátricos. Já Zac Efron (o carinha bonito de High School Musical) é o motivo oposto, é novo demais, Fiuk e caras da banda Restart mesma coisa. Leonardo DiCaprio eu já fui super fã, mas hoje em dia não acho tudo isso. Johnny Depp já foi até Don Juan mas eu acho ele overrated. Robert Pattinson é gatinho, podia tá na lista, mas não entrou.

1. Josh Holloway: Primeiro lugar de longe. Tipo, eu não entendo como a Kate de Lost tem alguma dúvida entre ficar com ele e o totalmente sem sal e sem graça do Jack. O cara já fez altas declarações e ela só esnoba.

Ainda por cima, ele é super nerd.


Ele não é só mais um rostinho bonito

2. Jim Sturgess: Talvez o fato de ele interpretar um matemático gênio que estuda no MIT em Quebrando a Banca tenha colaborado para ele entrar na lista, mas eu já achava ele bonito desde antes.

3. Jake Gyllenhaal: Eu acho que ele já fez papel de tudo que existe no cinema, de caubói gay, passando por garoto bolha, até menino problemático que fala com coelhos bizarros.

4. Jude Law: E o cara ainda é um ator super talentoso.

5. Ashton Kutcher: Adoro o cabelo bagunçadinho dele.

6. Adam Brody: Depois que eu descobri que o Adam Brody é o Seth Cohen (ele se veste igual na vida real), botei na lista. Está solteiro, porque sua ex, a Rachel Bilson, que interpretava a Summer, está namorando o ator que fez Anakin Skywalker, o Hayden Christensen. Pelo visto a Rachel Bilson gosta de nerd.

7. Ryan Phillipe: O ex da Reese Whiterspon, interpretou o Sebastian em Segundas Intenções. Ele me lembra um pouco o Cauã Raymond algumas vezes.

Menções honrosas: O Colin Firth, o Alex Turner do Artic Monkeys, o Julian Casablancas do Strokes, o Brandon Flowers do The Killers, o baixista da Cachorro Grande (Rodolfo Krieger) e o guitarrista Rodrigo Pilla da Bidê ou Balde.

Eu também pensei em colocar o David Beckham, mas a Victoria é muito braba. Bem que ela faz : P

A revista People publicou outra lista, com um monte de personalidade que eu não conheço, e umas escolhas meio bizarras, tipo o Pacey de Dawson’s Creek e o desengonçado do Michael Phelps.

Discussão sobre o final do mangá Chobits

Como não encontrei na Internet nenhum post falando sobre o final de Chobits, só resenhas superficiais e idiotas, resolvi discutir aqui. Pra quem não sabe, Chobits é uma famosa obra do Clamp, um grupo de roteristas/desenhistas de mangá do Japão. Então, se você pretende assistir o anime ou ler o mangá, saia fora desse post imediatamente.


Chii

A obra se ambienta num futuro não muito distante, no qual robôs com aparência humana chamados de persocons convivem com os seres humanos. Esses robôs são construídos sem nenhuma finalidade além de divertir o seu compradores. Uma espécie de bicho de estimação robótico na forma de humano. Algumas pessoas claro, acabam utilizando o brinquedinho para saciar seus desejos sexuais.

O protagonista da série, Hideki Motosuwa, mais um daqueles japoneses losers que são timidos demais pra chegar numa mulher. Por isso, o sonho dele é ter um persocon só pra poder transar com ela. O problema é que persocons são caros e ele é um relés estudante de cursinho. Uma observação: os tais robôs se chamam persocons ao invés de robô porque o criador não queriam que eles seguissem as tradicionais 3 leis da robótica de Isaac Asimov.


Hideki e Chii

O que acaba acontecendo logo no início da série, é que Hideki encontra uma persocon no lixo. Claro que ele pega pra ele, e a nomeia de Chii. Ai que os mistérios começam a surgir, e só são resolvidos nos últimos momentos do seriado. Os mistérios surgem quando os amigos mais entendidos de persocon de Hideki percebem que Chii pode ser um Chobits. Chobits é um série especial de persocons que podem desenvolver sentimentos própios (persocons tradicionais devem ser programados).

O que eu acho interessante nas obras do Clamp é que elas sempre têm dois níveis que podem ser acompanhados. Um raso e um outro mais profundo. Explicarei melhor. No caso de Chobits, a história é cheia de piadinhas, com algumas partes meio hentais/ecchi, explorando especialmente a ingenuidade da Chii e do Hideki. Tirando o fato de ter uma leve pornografia, uma criança poderia acompanhar e gostar, porque é tudo muito fofinho, kawaii, engraçadinho. Mas a história na realidade não é superficial assim, pois ela tem uma outra camada que pode ser acompanhada. No caso, é todo o dilema sobre se é possível, e principalmente, se é certo se apaixonar por um ser artificial. E o Clamp coloca isso de forma homeopática sem parecer forçado: são contadas várias histórias explorando esse tema, como a história da mulher que o marido trocou pra ficar com uma persocon, o carinha que construi um persocon pra substituir sua irmã, etc.


Sumomo, a pocket persocon de Shinbo

No final de Chobits, descobre-se finalmente que de fato Chii é um chobits, e ela foi criada pelo Ichan (sim, o mesmo de Angelic Layer, o Clamp adora brincar com crossovers) para ser sua filha. Não fica bem claro porque, mas logo no inicio dá série, descobrimos que o botão de ligar/resetar a Chii fica lá naquele lugar tapado pela calcinha. Justamente por isso, sempre que alguém tentar tirar a virgindade da Chii, ela é resetada, e esquece tudo o que aconteceu. Portanto, ela procura alguém que a ame pelo o que ela é, não alguém que a veja como um mero objeto sexual. Na minha interpretação, Chii é meio que uma experiência do criador, para ver se é possível um ser humano se apaixonar por uma persocon mesmo sem a possibilidade de sexo.


Abertura do anime

Hideki mesmo sabendo disso, acaba ficando com a Chii, e o mangá termina num tenro abraço entre os dois. Inicialmente, eu achei esse final totalmente brochante (nos dois sentidos : P). Mas depois, eu acabei achando bonito, e muito condizente com os demais mangás do Clamp. Quem acompanha os mangás delas, nota que elas sempre mostram o amor como algo puro, o amor pelo amor, livre de qualquer preconceito. Tanto que existe vários casais homossexuais, e até amor (puro) entre crianças (Sakura e Shoran em CardCaptor Sakura).

É por essas e outras que embora elas produzam mangás fracos às vezes, como Angelic Layer, eu admiro demais e sou fã do trabalho do Clamp. E é por isso que elas fazem tanto sucesso, já que conseguem agradar tanto aqueles que só buscam uma obra bonitinha, como aquele público mais exigente, que quer uma história com algo a mais.

PS: Parece que no anime,tudo é bem mais conservador, no final, por exemplo, não deixam explicito várias coisas, como por exemplo, que a Chii nunca poderá ter coito (acho essa palavra engraçada : P) com Hideki, portanto, mesmo com o anime tendo uma linda animação da Mad House, músicas boas e tudo mais, leia o mangá, que foi publicado no Brasil pela JBC.

Não gosto de assistir seriados no computador (e Aliens in America)

Uma das coisas que a Internet de alta velocidade, BitTorrent e os codecs de video propiciaram foi o downloads de seriados americanos.

Graças a isso, agora podemos assistir os seriados a hora que quiser, sem dublagem e sem comerciais (e depois comprar o box de dvds original, claro).

Tudo muito legal se não fosse por um problema: eu não gosto de assistir nada no computador. Tipo, se a tela do computador estiver longe, tal como uma TV, não tem problema, mas assistir sentada na cadeira do computador, ou com o notebook no colo pra mim é desconfortável. Parece algo sem sentido, mas conversando com algumas pessoas, eu descobri que não sou só eu que penso assim.

Por causa disso, uma coisa que eu desisti foi de assistir filmes no PC. Longa metragem, com quase 2 horas de duração é algo impossível. Mas seriados, por serem mais curtos, fica até agradável.

O problema é que a moda agora são seriados dramáticos de pelo menos 40 minutos de duração. Eu adoro eles, Lost, Desperate Housewives, The O.C são são exemplos cabais. Mas eu sou do tempo que o que estava por cima eram os sitcoms: comédias bem engraçadas e leves de 20 minutos de duração (de preferência com risadas da platéia no fundo). Eu adoro esse tipo de série. O problema é que salvo algumas exceções como Two and a half man, por algum motivo elas pararam de ter qualidade desde de Friends.

Além do fato de eu gostar desses seriados,como já mencionado, eles tem a vantagem de ter vinte minutos de duração. Eu sou da opinião que vinte minutos é o tempo ideal para assistir algo no PC sem cansar. Claro, se eu tô animada, eu assisto até 2 episódios seguidos, mas me faz feliz saber que se eu cansar em 20 minutos de epi, eu posso parar e não preciso depois recomeçar da metade.

Um dos seriados desses de 20 minutos que eu estou curtindo (além de The big bang theory) é Aliens in America.


Esperando o intercambista
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Decidi baixar porque tinha assistido a um comercial que me chamou a atenção e não me arrependi, o treco é bem engraçado, me lembrou um pouco o humor de Malcom in the middle, um seriado legal que passava na Fox há uns anos. Aliens in America É a história de um garoto de 16 anos que não é popular no colégio que acaba recebendo na sua casa um estudante de intercâmbio paquistanês chamado Raja. Óbvio que o seriado explora o choque cultural pra criar situações inusitadas.


Oh no, he is from Pakistan : P

Se você visitar sites sobre seriados, vai ver que ele é um sucesso, todo mundo gostou. Mas por algum motivo inexplicado não deu audiência e por isso foi cancelado na primeira temporada. Mas não se deixe levar por isso, vale a pena.


Rezando para Alá em direção a Meca

Eu não consegui encontrar o comercial que eu assisti, mas tem esse teaser do seriado que é muito bom. Meio longuinho (4 minutos), mas assista que dá vontade de assistir o resto do seriado.

Lactobacilos vivos: Casei Shirota X Dan Regularis

Embora existam muitos organismos microscópicos nocivos aos seres humanos, como coléra e lepra, existem também os que são benéficos. Por exemplo os midichlorians dão poderes tão extraordinários que graças a eles temos a Força, que torna os Jedis tão poderosos.

Outro organismo benéfico é o Casei Shirota, uma bactéria encontrada nas garrafinhas do leite fermentado Yakult. Eu muito preocupada com minha saúde, claro que sempre tomo.

Mas aí, surgiu os iogurtes Activia com o seu bacilo Dan Regularis. Aí ficou a dúvida: será que essas bactérias cooperam uma com a outra ou será que eles são inimigas ? Será que se você tomar um copinho de Yakult e um potinho de Dan Regularis, você não vai praticamente gerar a terceira guerra mundial dentro do seu estomâgo e anular todos os efeitos bons que eles tem ?