Créditos iniciais de filmes

O Anderson do Rosebud é o trenó fez essa lista com os melhores créditos iniciais de filmes. Créditos iniciais são a parte de filme mais injustiçada porque, primeiro, ninguém lembra deles, eu mesma tive dificuldades de lembrar de vários, e segundo, todo mundo só fala de melhores finais, mas bons créditos iniciais são essenciais, afinal, são eles que passam o clima do filme e preparam terreno para o que há de vir.

Graças ao post do Anderson, acabei conhecendo Saul Bass, um designer responsável pelas aberturas de vários filmes, especialmente os do Hitchcock. E também fiquei conhecendo Kyle Cooper, o Saul Bass moderno. Claro, que é injustiça não colocar aberturas deles ou outras ótimas como a retrô de Prenda-me se for capaz, mas essa é só uma compilação com algumas aberturas que eu gosto.

O senhor das armas: Sério, se você não pretende assistir nenhum video desse post, assiste pelo menos esse. O Nicolas Cage falando algo como “1 em cada 12 pessoas tem armas de fogo no mundo … a questão é, como vamos armar as outras 11”, a música, e as cenas que tem depois, de arrepiar.

Gattaca: Notem como os criadores brincam com a tipografia, já que as letras referentes as bases do código genético nos nomes de cada ator estão sempre em negrito.

Juno: A música é boa mas o mais marcante aqui é a arte, com a personagem principal virando desenho, colagens e montagens.

Guia do mochileiro das galáxias: E eu nem desconfiava que tinha uma mensagem sendo passada pela Shamu no Sea World. Ah, se bem que a Shamu era uma baleia na verdade : P

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Corra Lola, corra: Filme que eu já comentei aqui.

Sex and the City: É uma abertura que consegue resumir bem a série tanto para relembrar quem assistiu cada episódio quanto para apresentar para os não iniciados. Link com imagem decente aqui.

A fantástica fábrica de chocolate: É divertida, vai dizer.

Quebrando a banca: Não tem nada de muito especial, mas eu gosto da visão aérea de Boston (ok, créditos iniciais com visões aéreas são meio totalmente cliché, mas eu gosto igual) e a música Time to Pretend tem uma letra que combina bastante com a temática do filme.

Segundas intenções: Mais uma abertura visão aérea style com música legal, no caso Every you Every me do Placebo. Gosto da parte mostrando os cemitérios quase infinitos que ficam embaixo desses viadutos e pontes de Nova York.

Psicose: As letras se formando é legal, mas óbvio que 99% do impacto está na música.

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O retrato de Dorian Gray, um livro sensacional

Dorian Gray é um cara de uns 18 anos bonitão, perfeito, daqueles que todo mundo acha bonito. Unanimidade total. Tipo, sei lá, algum desses 7 homens. Ainda por cima, o cara é ricaço, podre de rico. Aristocracia total. O único porém, é que ele é super bobinho e ingênuo.

Ele tinha um amigo, um pintor chamado Basil Hallward. O Basil era legal e tal, mas era meio chatão as vezes, especialmente quando pintava. O Basil não era um grande pintor, mas o Dorian Gray era tão bonito, que quando o Basil pintou ele, virou uma obra de arte na hora.

Enquanto Dorian posava, ele conheceu Lorde Henry Wotton, um cara intrigante, egoísta, hedonista e principalmente, convencido que sua visão está certa. Ele tem algumas opiniões no mínimo polêmicas. Daqueles caras que sempre tem uma respostinha pronta pra qualquer pergunta. Eu não concordava com quase tudo do que ele falava, mas nossa, as justificativas, a retórica e a argumentação dele eram ótimas. De longe, um dos melhores personagens que eu já vi. Uma pessoa definitivamente de pensamento tentador e perigoso.

Aconteceu que Henry acabou convencendo Dorian que a beleza é a coisa mais importante no mundo, afinal, passam os anos, e a beleza nunca deixa de ter sua importância, quem é bonito sempre é bem sucedido. Claro, a idéia do que é belo pode mudar, por exemplo, séculos atrás quem era gordinho era bonito, hoje quem é magrelo, mas o que importa é que, a despeito do padrão em vigor na sociedade, quem é bonito sempre consegue tudo o que quer. Na concepção de Henry, não importa se a pessoa é má, a beleza o expiará de todos os seus pecados.

Um dia, Dorian Gray observou seu retrato, e constatou, tristemente, que aquele retrato manteria aquela beleza juvenil para sempre ao passo que ele envelhecerá e aos poucos, será cada vez mais desprezado. Nisso, ele diz:

“How sad it is! I shall grow old, and horrid, and dreadful. But this picture will remain always young. It will never be older than this particular day of June. . . . If it was only the other way! If it was I who were to be always young, and the picture that were to grow old! For this–for this–I would give everything! Yes, there is nothing in the whole world I would not give!”

Traduzindo, algo como:

Que tristeza ! Eu envelhecerei, ficarei horrível, medonho. Mas esse quadro sempre se manterá jovem. Nunca será mais velho do que esse dia de Junho … Se fosse o contrário ! Se fosse eu que me mantesse jovem e o retrato que ficasse velho! Por isso, — por isso — Eu daria tudo ! Sim, não há nada no mundo todo que eu não daria por isso.

Ou seja, assim como em Fausto, Dorian daria até sua alma pele juventude eterna. O diabo não apareceu para assinar o contrato, mas o desejo dele foi igualmente atendido. E a visão deturpada de Dorian acabou o levando a cometer os mais horríveis pecados. Não foram poucos os que sucumbiram direta ou indiretamente por causa dele. E a cada pecado, o retrato se desfigurava cada vez mais, até se tornar algo irreconhecivel, amedontrador, nojento.

Não vou contar o final, tampouco os demais acontecimentos, porque esse livro merece ser lido. Além do mais, o livro tem pouco mais de 200 páginas, ou seja, pouca enrolação e nada cansativo.

Talvez o maior empecilho para ler essa obra seja o vocabulário. Eu considero meu vocabulário bem rico e teve um monte de palavras que eu simplesmente não sabia o significado. E isso que estou falando da tradução da obra, se tivesse tentado ler o original, em inglês, teria sido mais difícil ainda. Igual, acho que esse vocabulário rico e rebuscado combina totalmente com a temática da obra. Se para Dorian e Henry Wotton, a beleza é tudo, na literatura a elegância na escolha da palavra precisa e correta também é. Essa forma bela de escrever é uma rima visual perfeita com a temática do livro.

Embora a história do livro seja interessante, são os diálogos, especialmente os de Henry Wotton, que realmente o enriquecem. É a escolha de palavras, o texto. Além disso, a temática dele não fica nem um pouco datada. Podem até dizer que é uma crítica ácida a sociedade inglesa do século XVIII, mas o livro é muito mais do que isso, a crítica que nele se encontra é atual: a beleza realmente tem essa importância toda? Será que podemos culpar aquelas meninas cujo o maior sonho é posar nua na Playboy se o que a nossa sociedade realmente valoriza é isso mesmo, a beleza? Será que elas simplesmente não estão jogando conforme as regras do jogo? Se a garota é bela, porque aprimorar-se? Não é melhor uma vida hedonista, aproveitando os prazeres momentâneos sempre?

Esse livro já rendeu uma boa quantidade de filmes. Eu não assisti nenhum. Adaptar obras literárias para o cinema é sempre algo difícil, mas no caso do retrato de Dorian Gray a tarefa fica especialmente pior. Vejam bem, para a obra funcionar, Dorian Gray deve ser realmente belo, se para alguma pessoa, o ator em questão não for bonito o suficiente, a obra já perde grande parte do poder. A imaginação permite que o ator ideal e mais belo possível seja escalado para o papel. O mesmo vale para o retrato, como retratar um semblante realmente degradante ? São desafios difíceis e que vão ser desafiados novamente já que uma nova versão dessa obra está sendo filmada, para estrear em Novembro de 2009. No papel de Dorian Gray vamos ter esse ator, um tal de Ben Barnes, e no papel de Henry Wotton, Colin Firth ! Tô ansiosa por esse filme, to achando que realmente possa ser uma adaptação legal, embora o diretor, Oliver Parker não tenha feito nada de conhecido ou relevante, o elenco está bem interessante.


Dorian Gray


Henry Wotton

A metamorfose, de Franz Kafka

Haviam 5 motivos fundamentais para eu querer ler esse livro: é um clássico, é conciso (palavra mais bonitinha para curto : P), eu queria entender o que é o adjetivo kafkaniano, Kafka é da República Tcheca, o país com mais gênios por metro quadrado, e principalmente, o protagonista era um caixeiro viajante, e quem é cientista da computação, adora teoria dos grafos e caixeiros viajantes : P

O livro não enrola muito, já começa com Gregor Samsa, o protagonista, transformado numa criatura horrorosa. Nunca é dito exatamente que criatura é essa, mas na minha imaginação se trata de uma baratona gigante. Eis o início:

Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo de qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas numerosas pernas, lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos.

– O que aconteceu comigo? – pensou.

Não era um sonho. Seu quarto, um autêntico quarto humano, só que um pouco pequeno demais, permanecia calmo entre as quatro paredes bem conhecidas.

Depois disso, o livro narra as dificuldades de Gregor como inseto e principalmente, a atitude de seus familiares (e chefe) diante dele. Todos tratam ele mal, a única que trata menos pior é sua irmã. Tratam tão mal, que no final, quando ele morre, é um alívio, e a família pode finalmente progredir.


Senhor Kafka

Claro, há mil interpretações para isso: uma delas é que ninguém gostava de Gregor, e no momento que ele deixou de trabalhar e trazer dinheiro para casa, ou seja, tornou-se desnecessário, um fardo, todos começaram a odiá-lo. Outra interpretação é que gostavam dele, mas no momento que ele mudou aos olhos da família, passaram a renega-lo. Entre outras interpretações muito mais sagazes. Independente da interpretação que se tenha, é fato que a metamorfose do título é muito mais psicológica do que física, é a metamorfose na mente das pessoas que mudaram seu tratamento em relação a Gregor Samsa.

Eu assumo que não gostei do livro. Achei o começo ótimo, a transformação e a tensão de Gregor quanto como vai ser a recepção dos demais quando lhe verem transformado, mas depois desanimei, é sempre a mesma coisa, a família tratando mal e o Gregor sem saber o que fazer, sem grandes reviravoltas. Pode ser clássico, ter suas qualidades, mas não é meu tipo de livro.

Beauty and the Geek, um reality show diferente.

Assisti meio atrasada (já tá na quinta temporada, e eu assisti a segunda) ao reality show Beauty and the geek (numa clara referência ao desenho animado a Bela e a Fera da Disney – Beauty and the Beast no original), que passou no Multishow e foi traduzido aqui no Brasil como As gostosas e os geeks.

A idéia é simples, pegam 8 mulheres bonitas bem patricinhas, e 8 geeks bem geeks, e de preferência feinhos (embora não seja o caso de todos, vejam o caso do Wes). Mas bem geeks mesmo. Tipo, eu gosto de geeks/nerds, mas os participantes desse programa realmente se puxavam : P. Junte eles todos numa casa. Cada geek forma dupla com uma mulher, e no final vai ser decidida qual a dupla campeã (o prêmio é 250 mil dólares, não sei se pra cada um ou dividido). As provas são a melhor parte: para eles, provas sobre decoração, cultura pop (do tipo qual o nome do cachorrinho chihuhaua da Paris Hilton … não sabe né ? Tinkerbell seu nerd!!! : P), maquiagem, encontros, beleza. Para elas, computadores, geografia, história, etc. Em uma das provas, as mulheres bonitas tiveram que montar um computador, conectar a internet, baixar uma música e gravar num cd. Quem conseguisse em menos tempo escapava da eliminação.


Josh era definitvamente o mais tímido de todos!

Ao contrário de outros reality shows, esse não dá ênfase nenhuma ao sexo. Só teve um único casal que se formou e se pegou durante o programa, e as cenas mais tórridas por assim dizer nem foram mostradas.

Não entendi ainda porque não adaptaram esse reality show aqui no Brasil, bem que o Sílvio Santos que adora imitar coisas dos Estados Unidos podia seguir essa fórmula. Seria sucesso na certa. E achar geeks no nosso pais não seria nenhuma tarefa árdua.

Não sei ao certo se gosto ou não de reality shows. Confesso que gosto de Big Brother Brasil, adoro ver as estratégias, as brigas idiotas, o pessoal bêbado fazendo coisas improváveis, os “romances” e tudo mais, curtia bastante o No limite também, porque aquelas comidas bizarras eram o máximo. Agora, já American Idol, America’s Next Top model, e suas respectivas versões brasileiras eu acho um saco.

Mas esse Beauty and the Geek, não importa se você é fã ou não do gênero, o programa é bom mesmo.

Meg Ryan, minha atriz autoral favorita

Eis a definição de autor autoral:

Aquele que, com seu jeito especial de interpretar, sempre ilumina os filmes dos quais participa com seu jeito próprio de reinterpretar o mesmo personagem várias vezes.

A minha atriz autoral favorita é Meg Ryan. O papel padrão dela é esse: jovem bonitinha decepcionada com o amor que encontra alguém que ela se dá mal no começo mas que se apaixona perdidamente no final para viverem felizes para sempre. Ou seja, as famosas comédias românticas, como Harry e Sally, Lente do amor e Surpresas do Coração (o melhor dela na minha opinião), etc.

Filme assim, mesmo quando é ruim, é bom. E quando é feito inspiradamente, é o máximo.

Claro que a Meg Ryan, como todo ator que já cansou de comprar mansões, tentou fugir do estigma de atriz de um tipo de filme só. E claro que os filmes que não seguem essa fórmula foram um lixo, exceto por Quando um homem ama uma mulher, mas claro que um filme com esse título também não tinha como ser ruim. Em outro filme, Meg Ryan chegou até a protagonizar cenas de sexo, filme esse que eu não assisti nem assistirei, porque filme da Meg Ryan não pode esse tipo de cena, no máximo elas podem estar subentendidas. Dizem que ela foi a primeira opção para o papel que foi de Julia Roberts em Uma linda mulher, mas ela negou porque não época ela (ou seu empresário) (ainda) sabia que Meg Ryan não pode interpretar prostitutas, mesmo que a prostituta em questão seja legal ( até porque mesmo legal, ainda é uma prostituta : P)

Obviamente, depois de alguns anos, ela chegou naquele ponto da carreira terrível: ela está mais velha e não pode mais fazer o papel de jovem mulher bonitinha decepcionada com o amor que volta a acreditar porque se apaixona. Por isso, agora ela faz outro tipo de papel: o de não tão jovem mulher bonitinha decepcionada com o amor que volta a acreditar porque se apaixona. Não fica tão bom (vide Kate e Leopold. PS: Hugh Jackman não devia tirar a barba, assim como Sansão não devia cortar os cabelos), mas ainda diverte. Até porque ela no papel de velha que não acredita no amor é sempre um desastre (vide Eu e as mulheres, filme em que ela contracena com Seth Cohen).

Top 7 séries de tokusatsu

Na onda do Alexandre Nagado e do Ricardo Cruz, resolvi fazer o meu top séries de tokusatsu favoritas. Eles fizeram top 10, mas no meu blog é sempre top 7.

Cybercops
-> Uma série que eu tive a chance de baixar recentemente e assistir toda de novo, e dessa vez, com final !!! Me empolguei tanto que fiz o mais completo guia de episódios em português da série.

Winspector -> Lembra um pouco Cybercops (ou seria o contrário?), mas com seu charme próprio.

Flashman -> Aquele final apoteótico, em que eles tinham poucos dias pra destruir todos os do mal era de arrepiar. Considero melhor que Changeman, embora o Gyodai fosse o máximo também : D

Jiraya -> Um tokusatsu tratando de ninjas ! O mistério sobre o que era Pako permaneceu até quase o final do seriado ! E o melhor é que eu conheci o Jiraya!

Patrine -> Os episódios eram tão absurdos que em um deles, um dos vilões roubava os lápis das crianças na escola (!) , mas quem liga? Patrine e pequena Patrine são minhas ídolas!

Metalder -> Os melhores inimigos de todos os Tokusatus !!! Eram 5 tropas com diferentes tipos de inimigos.

Jaspion -> A busca pelo passáro dourado, a Kiuza e o Macgaren são inesquecíveis. E vão lançar o DVD no Brasil em breve!!!

Aproveitando o tema, aqui o top 5 mulheres de tokusatsu (nesse tempo ainda não era top 7 : D)

Capitu – finalmente uma minissérie que preste na Globo

Eu acho a Globo um absurdo: é um dos maiores canais de televisão do mundo (em audiência e dinheiro) e praticamente só faz porcaria. Investe quase todo o dinheiro em novela, e ainda por cima novela ruim. Até as mexicanas conseguem ser melhores.

O pior é o fato das novelas serem todas iguais, eles nunca inovam ou tentam fazer algo um pouquinho diferente do usual. Acho que é justamente porque novela é aquela audiência garantida, ruim ou não, muita gente sempre vai assistir. Inovar nesse caso é arriscado, o feijão com arroz de sempre é garantia de dinheiro.

Mas em minisséries a Globo até se arrisca um pouquinho mais. Até porque se for um fracasso, vai ficar pouco tempo no ar. Além disso, elas passam em horários nada nobres. São nessas minisséries que dá pra ver que existem muitos talentos subaproveitados lá na emissora carioca.

Ontem estreou uma dessas minisséries, Capitu. É uma adaptação bem livre e diferente de Dom Casmurro. Claro que justamente por isso, algumas pessoas torceram o nariz, mas no geral, assim como outros, achei muito legal. Acho que uma obra que reconta-se milimetricamente cada passagem do livro seria inútil, não acrescentaria nada para a história já contada no livro, seria apenas uma versão inferior, assim como são os filmes de Harry Potter.

Essa obra da Globo tem um clima meio onírico, lembrando um pouco o clima de Pushing Daisies sem ser tão colorido. É caricato mesmo, mas de uma maneira bem interessante. Tem suas falhas, por exemplo, achei que o ator que interpreta o Bentinho jovem não foi uma boa escolha, mas no geral, está muito bom. Quanto a trilha sonora, no início eu achei meio estranho ser em inglês, mas se fundiu bem a essa estética pop da série. E pop no bom sentido.

PS: Bem observado pela Ana, porque a Globo chama de minissérie brasileira ? Até parece que eles passam muitos sitcoms ou minisséries de outros países pra ter que fazer essa diferenciação tosca.