Nostalgia: Pump it up

Esse post é pra aqueles que curtiam Pump it up, as famosas máquinas de dança encontradas em quase todo fliperama que se preze e que viraram mania há pouco menos de 10 anos.

Meu vício nelas foi simplesmente total. E o pior é que eu nunca fui de dançar nas danceterias da vida, isso provavelmente se deve ao fato que o pump mostra como você deve dançar (por mais difícil que seja seguir as setinhas dependendo da música e do nível) ao passo que na danceteria, você tem liberdade total nos movimentos, o que torna tudo muito mais complicado : P

Tudo começou no tempo que eu fazia cursinho, eu ia religiosamente todo sábado passar tardes no Rua da Praia Shopping pra torrar dinheiro em fichinhas de 1 real. Era tão bom, e tanta gente ia que era impossível não conhecer um monte de pessoas legais na fila pra jogar.

Como me deu um ataque nostálgico, resolvi postar 7 músicas do pump marcantes para mim. Como podem notar, são músicas das versões mais velhas da máquina, nem sei quais tão rolando agora.

Entre parênteses o nome da banda que toca a música.

Run to you (DJ Doc): Como essa música é uma das mais fáceis, acaba sendo uma das primeiras que a pessoa vicia. O ritmo animado dela, o refrão pegajoso e em inglês (porque cantar em coreano é impossível, japonês é fácil perto) faz ela ser parte obrigatória dessa lista.

We are (Deux): Marcou porque ela tem uma parte no começo que dá pra fazer uma voltinha muito legal. E todo pumper adora decorar partes da música pra fazer uma voltinha sem olhar pra tela : P

Turkey march (Banya): O legal dessa música de ode a paz é a parte que pra tu acertar as setas tem que fazer uns passinhos como se estivesse cavalgando. Marcou porque foi a primeira música mais dificelzinha que eu consegui dançar no nível crazy. Impossível dançar ela com velocidade menor que 4X.

Winter (Banya): Eu sou praticamente uma ignorante em se tratando de música clássica, mas eu curto. A minha favorita é Inverno das Quatro Estações de Vivaldi. No pump tem essa versão eletrônica dessa música e ficou muito legal, pena que eu nunca consegui terminar ela com A, já que nunca consegui fazer a voltinha direito. Simplesmente não conseguia acompanhar os passos. Mas adorava igual.

Another Truth (Novasonic): A música em si eu não curtia muito, era pesadona demais, mas eu adorava jogar porque era uma pulação só, sério, mil calorias perdidas só nessa música : P

Don’t bother me (Tashannie): Curtia porque era fácil e boa de dançar no double (usando os dois tapetes), por isso joguei muito ela, ainda mais que eu era ruim no double e só conseguia essas mais fáceis. O mesmo vale pra música Funky Tonight.

Oh! La rosa (Banya): O video do fundo era um dos mais legais de todo o pump, uns desenhos muito lindos. Adorava ver as pessoas jogando essa música só pra ver o video, afinal, ainda não tinha youtube na época ; )

Slam (Novasonic): A música do carro de corrida. Foi uma das poucas que tinha três setas ao mesmo tempo que eu conseguia acertar. Se você for ver o video, já aviso que eu não passava nesse nível que tá sendo mostrado : P

Esses dias eu tava vendo quanto custava uma máquina de pump, e encontrei usada no mercado livre por 20 mil reais. Quando eu for ricona, ricaça, e principalmente, ter um lugar pra por o trambolho, eu vou comprar. E não me digam que botar um tapete no playstation é igual porque não é.

Confissões: Símbolo da Antártica

Sabiam que até uns 10 anos de idade, eu achava que o símbolo da Antártica eram 2 olhos e não pinguins? Tipo, pra mim eram olhos meio ninjas e tal, encarando quem olhasse pro rótulo da garrafa. Só descobri que eram pinguins depois de um comercial mostrando essas amáveis aves bizarras falando da cerveja.

Eu sei que depois que a gente descobre que são pinguins parece absurdo imaginar que as pessoas pensem que eram outra coisa, mas puxa, olhando bem de longe, não parecia pinguim pra mim tá?

Dragon Ball Kai = Dragon_Ball_Z.zip

Já teve tanto rumor de uma nova versão de Dragon Ball, mas tanto rumor falso, tipo Dragon Ball AF, que quando ouvi fala do Dragon Ball Kai nem dei bola, achei que era só mais um hoax qualquer. Mas não é que o negócio é de verdade mesmo?

Não são novos episódios, mas um remake de Dragon Ball Z com o diferencial de não ter toda a enrolação. Uma espécie de “director’s cut” Como assim?

Bom, no Japão, os animes começam a ser produzidos logo que um mangá começa a fazer sucesso. O problema é que mesmo com só um episódio transmitido por semana, logo o anime alcança a parte da história que o mangá está. Claro que para adiar isso ao máximo, muitas produtoras de anime tentam deixar o ritmo da história bem mais lento, mesmo que isso não seja a intenção original do autor da história. Além disso, existe a grande inclusão de fillers, isto é, histórias criadas especialmente para o anime não existentes no mangá, apenas pra dar tempo do mangaka (autor de mangá) de criar mais histórias.

Embora seja comum os fillers nos animes, Dragon Ball Z é um dos destaques nesse quesito: ele é amplamente reconhecido pelo seu fator enrolation: as 4 sagas do mangá viraram nada menos que 291 episódios, o que é um número formidável mesmo em se tratando de animes longos, nem Naruto tem tanto. O único que eu me recordo que tem mais episódios do que isso é One Piece (que já passa dos 400). O objetivo de Dragon Ball Kai é recontar a mesmíssima história de Dragon Ball Z em enxutos 100 episódios, vejam bem, em pouco mais de 33% do tempo do anime original, ficando com um ritmo mais parecido com o do mangá, sem os fillers e a enrolation não intencional do autor.

Mas Dragon Ball Kai não é “só” um Dragon Ball Z com menos episódios, ele também tem toda uma trilha sonora nova. E isso inclui abertura, encerramento e as músicas de fundo. E nesse quesito DBKai perde feio. A abertura e encerramento são bons, o que eu não entendo é porque não criaram uma música nova em que o Hironobu Kageyama fosse o cantor. Kageyama cantou quase todas as músicas de DBZ, inclusive a inesquecível Chala head Chala, ele é a voz do anime, e tira-lo de Kai pra mim foi um erro, mesmo com a justificativa dos produtores quererem fazer algo novo, acho que o Kageyama podia muito bem ser mantido com novas canções, afinal, o cantor está na ativa, e frequentemente participa de convenções otaku. Mas o pior mesmo é as músicas de fundo. As de DBZ são muito boas e por enquanto, DBKai não marcou nesse aspecto.

Mas vamos logo comentar a a questão principal, o número de episódios. Não que DBZ seja legal por causa da enrolação, mas cortes demais também é ruim, e DBKai parece que exagera nisso. Por exemplo, em DBKai, o Goku anda pelo caminho da Serpente durante dois episódios! Eu disse dois! Uma serpente que tem 1 milhão de quilometros é percorrida em 2 episódios ao passo que em DBZ o percorrimento dela leva mais de 10 epis chutando por baixo! O mesmo pode ser dito do treinamento do Gohan feito pelo Piccolo. Em DBZ aparece todo o desenvolvimento dele de garoto chorão para guerreiro, já em Dragon Ball Kai, ele logo desce daquela montanha e começa a lutar! A parte que ele ganha a roupa igual a do Piccolo nem é mostrada também.

Falta um desenvolvimento melhor da história nessa versão resumida. As coisas acontecem rápido demais. Claro, essa nova versão elimina muita coisa chata, como as mulheres serpentes que o Goku conhece e o amiguinho robô do Gohan só pra citar alguns exemplos. Mas tem corte demais. Acho que de repente 150 ou 170 episódios teria sido um número mais adequado. De repente na Saga Freeza eles consigam achar um ritmo melhor (se é que é possível em 100 episódios), mas pelo menos a Saga dos Sayajins (primeira saga) tá rápida demais.

Mas não deixo de imaginar o que eu pensaria se eu tivesse visto Dragon Ball Kai antes de DBZ, talvez que DBZ é enroladaço e Dragon Ball Kai tem o balanço perfeito : P

Mesmo com esses contras, tá sendo MUITO legal ver o Dragon Ball Kai. Não tenho tempo/saco pra rever quase 300 episódios de novo mas rever a mesma série em só 100, e ainda por cima com uma animação bem melhorada está sendo ótimo. Falando na animação, a de DBZ por ser antiga, era bem ruim, e agora tá OK, refeita em widescreen e mantendo o character design original. Sobre isso, baixe o anime em alta qualidade pra poder aproveitar bem esse ponto. Pena que tá havendo uma pequena censura em relação a presença de sangue em comparação a versão Z. Não que sangue seja o importante na história, não acho que DBZ seja legal pela violência, mas pra que amaciar essa versão nova? Qual o objetivo? Ser mais comercializavel nos exterior pela TOEI?

Mesmo com os contras, recomendado, tanto para fãs como não fãs! Tô super ansiosa pra ver a minha saga favorita, a saga Cell em DBKai.

Logo a série deve chegar no Brasil, dublada, já que Dragon Ball é um anime de muito sucesso e apelo, mas como vai demorar, o jeito é procurar por sites de download e ver a versão em japonês legendada.

Crítica gastronômica: Balas de gelatina

Uma coisa que eu não faço faz tempo são minhas críticas culinárias (por críticas culinárias, entenda-se comprar um pacote de alguma porcaria industrializada no mercado e dissertar a respeito), então vou retoma-las.

Hoje o tema serão balas de gelatina. Veja bem, não são balas de goma, essas sim são asquerosas, me refiro as balas de gelatina daquelas que você encontra em lojas lindas de balas que tem nos shoppings, sonho de consumo de toda criança, tipo Sweet Sweet Way. Como não se encantar com essas lojinhas cheias de guloseimas das mais variadas cores … mas divago, estava falando que adoro balinhas de gelatina, às vezes até substituo a pipoca do cinema por elas (às vezes também compro os dois …). O problema é que essas lojas de balinhas que vendem por peso cobram preços abusivos e impraticaveis. A solução são as balas Fini, de sabor igual e vendidas em supermercados a preços populares, variando de 2,50 a 5 reais o saquinho. Esse post é dedicado a falar de algumas delas que já provei.

1. Dentaduras: O formato é bizarro mas são muito saborosas, adoro. Na primeira vez que tu comprar é inevitável, você vai fazer aquela brincadeira boba de botar a bala na boca e fingir que são seus dentes, mas não se preocupe, logo a brincadeira perde graça (pelo menos é o esperado). Lançaram também uma versão com dentes coloridos, mas acho que desvirtua né, não é legal, dente é branco. E pra quem tá na vampiromania e gosta da saga Eclipse, não esqueça de comprar o seu quando for assistir ao filme Lua Nova : P

2. Princesas: O legal delas é que só tem sabor bom (framboesa, morango, maçã, frutas vermelhas). O problema é que se você é homem pode soar meio gay comer essas balinhas, mas vale a pena, muito saborosas mesmo.

3. Carros: Essa é supostamente a solução se você não quer comer a bala das princesas, mas acredite, não vale a pena, tem uns carrinhos pretos com um sabor muito ruim, e no último pacote que eu comprei, veio só uma bala vermelha, apenas uma e duzentas milhões de pretas e amarelas! E vocês sabem, a bala vermelha é sempre a mais gostosa, fora que te leva pra caminhos nunca vistos antes.

4. Wall-e: Nesse vem umas balas em formato de cubinhos. A idéia é fazer um cubo mágico com elas e se divertir, mas como você já é crescido e não vai brincar, vamos avaliar só pelo fator sabor: os cubinhos de gelatina são pequenos demais e tem que comer vários ao mesmo tempo, misturando os sabores, o que eu não gosto. Não recomendo.

5. Caveiras: Igual as dentaduras mas com formato de crânio. Legal pra dar aquela variada e brincar de pirata Alma Negra, afinal, todos somos piratas, sagazes e temerários, livres e sanguinários, somos os donos do mar, hey …


São balinhas muito gostosas, mas cuidado !!! Todos nós já aprendemos que caveiras significam perigo, ouviram bem? PE-RI-GO!

6. Ratatouille: Vem um monte de tortinhas de vários sabores, a solução ideal pra bala das princesas, já que é tão gostosa quanto e ainda é mais unissex. Além do mais, tem toda a diversão de pensar que foi o ratinho que fez manipulando as mãos de alguém através dos cabelos (sério, adoro o filme, aceito na boa ratos falantes, mas nunca consegui aceitar bem essa parte de manipular pessoas pelos cabelos).

Por fim, outra bala que eu adoro é aquelas pimentinhas cítricas que tem só nesses Sweet Sweet Ways da vida, nunca vi pra vender nos mercados. Se a Fini ler esse post, que ponha a venda já, adoro sabores azedinhos-doces.

Cavalo de Fogo e indagações

Quem não curtia esse ótimo desenho que passava no SBT? A série tinha todo um clima de fantasia, todo um mundo próprio, fora que todo o mistério sobre aquele universo é explicado aos poucos, em flashbacks. Alguns episódios eram até meio soturnos pra crianças, tão soturnos quanto o filme História sem fim.

E ainda tinha a abertura, totalmente megachiclete!!! Vocês por acaso já viram a versão rock ‘n roll dela? Se não viu, pare tudo e escute, é o máximo!!! Muito bem feita!!!

Cult total, e não é só eu que penso assim, leiam as opiniões da galera no IMDB.

Graças a Internet acabei descobrindo o porquê desse desenho repetir taaaaaaanto: eram só 13 episódios, e olha que eu achava que era uns 30 pelo menos. Vai entender porque teve tão pouco. De certo alguém rogou uma praga que fez quase todos os desenhos bons dos anos 80 ficarem com poucos episódios, só pode ter sido isso.

Dizem as más línguas que Hannah Montana foi levemente baseada em Cavalo de Fogo, veja bem, uma garota do campo que no início da adolescência (13 anos) vive uma vida dupla entre o melhor de dois mundos. Produtores de Hannah Montana: qualquer semelhança é mera coincidência.

Um dado interessante é que assim como Caverna do Dragão, esse desenho simplesmente não tem um final. Não foi o SBT que foi sacana e nunca exibiu, não tem mesmo. Agora uma coisa eu não entendo: porque no caso desse desenho não foram inventadas teorias mirabolantes sobre o final ? Sei lá, algo do tipo que a Sara usava alguma droga natural com a amiga índia dela e via cavalos falantes, ou ainda que ela tava morta porque andou em alguma montanha russa e acabou indo pra um limbo cheio de cavalo falante, e a Diabolyn na realidade era boa e queria abrir os olhos dela mas o Brutus sempre atrapalhava, whatever. Cadê a imaginação da galera pra esse desenho ?! Porque só Caverna do Dragão mereceu final alternativo?


Diabolyn, malvada fashion. Como nunca fizeram um cosplay dessa mulher?

Por sinal, outra coisa que nunca entenderei também é o que tinha na cabeça do estúdio Hanna Barbera quando inventou esse desenho, porque OK, a idéia foi mega bem executada, mas a princípio a sinopse parece muito idiota. Imagino que tenha sido assim o diálogo na hora da criação:

William Hanna: Ei Joe, tô vendo que a gente só tem desenho de comédia, tipo Flinstones e Jetsons, temos que fazer uma aventura pra diversificar.
Joseph Barbera: Tem razão Will, olha só o sucesso de He-Man e Thundercats por exemplo, esse tipo de seriado tá fazendo o maior sucesso mesmo.
William Hanna: Te falei. Mas o que a gente pode criar que seja diferente e que não pareça uma mera cópia sem imaginação?
Joseph Barbera: Deixa eu pensar … que tu acha de um desenho com cavalos falantes?
William Hanna: Tá louco, isso não faz sentido nenhum.
Joseph Barbera: Claro que faz, pensa comigo: os Ursinhos Carinhosos fazem sucesso, e são simplesmente ursos falantes com desenhos na barriga que moram em nuvens fofas do céu. Tipo, se for legal, todo mundo compra a idéia, por mais absurda que seja.
William Hanna: Hum, olhando por esse prisma, não parece tão ruim. Mas vamos colocar uma protagonista loira, pode ser? É que deu sorte em She-Ra né, olha como She-Ra é uma série longa, e ela voava num cavalo também.
Joseph Barbera: Tá, tudo bem. Mas o cavalo principal pode ser roxo?
William Hanna: Mas por quê?
Joseph Barbera: Só porque eu gosto da cor.
William Hanna: Ah tá, pode sim. Chama os desenhistas e roteiristas, vamos começar logo!

PS: Post em homenagem as minhas amigas Daiane e Jamile, assim como eu, fãs incondicionais de Cavalo de Fogo.