Top 7 aberturas mais marcantes de novelas para mim

Então essas são as aberturas que mais me marcaram, positiva ou negativamente. Tem alguma outra que marcou vocês ?

Tieta: Sério, que abertura pornográfica pros padrões de abertura de novela de hoje em dia. Sintam a ‘malandragem’ da letra. Não é nem duplo sentido como É o tchan, é explicito mesmo. Eram outros tempos. Daqui uns anos, quando as pessoas se referirem aos ‘tempos da vovó’, vão estar se referindo a tempos de libertinagem explicita.Hoje em dia, se aparece meio peito na TV, a classificação etária é 30 anos. Nos anos 80, as crianças viam sacanagem em horário nobre, e as velhinhas não se assustavam. Bons tempos !!!

Vamp: Ela correndo na Calada noite preta, uma coisa meio Evanescence e Nightwish, acho que das novelas da Globo foi a que eu mais gostei, seguida de Fera Ferida.

Deus nos acuda: Quem não tinha um certo pavor daquele cimento afogando as pessoas ? Tá, ninguém, mas eu tinha.

A próxima vítima: Todo um mistério e tal nessa abertura, adorava a mira, o passeio pela cidade, as caras mudando, acho que é a melhor abertura da Globo.

Quatro por Quatro: Essa apresentação de esgrima me lembra que eu sou amiga da guria que foi vice campeã brasileira de esgrima faz alguns anos.

Carrossel: Melhor novela Ever. Abertura marcante, até hoje sei todas as falas da abertura. Sempre quis estudar na Escola Mundial, ter a professora Helena e usar aqueles uniformes lindos. Toda turma zero em comportamento.

Zaza: Quem diria após assistir essa abertura, que anos depois Fernanda Montenegro seria indicado ao Oscar de melhor atriz? Bom, o importante é que eu curtia essa abertura de aviação e tal. A musiquinha é a coisa mais meiga e a mistura de desenho com filme ficou bem feitinha.

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Comer, Rezar, Amar

Quando eu ouvi falar pela primeira vez desse livro, eu pensei que se tratava (e meio que era vendido como) de um livro de auto ajuda, sobre uma mulher que resolveu mudar sua vida viajando por 3 países para aprender mais sobre si mesmo.

Mas aí aconteceu de eu ir pra Índia, e como um dos países que ela visitou era justamente esse, fiquei curiosa e dei uma folheadinha no livro. E não é que parecia bom? Então depois de muita enrolação, comprei.

O livro começa, obviamente pela parte de Comer. No caso, na Itália. Além de comer, ela também aprendeu italiano lá. Essa parte é bem legal, porque além de explicar como ela chegou até o ponto de ter coragem de largar tudo pra fazer uma viagem dessa magnitude, ela conta como foi chegar na Itália sem conhecer ninguém, como era o curso, como foram suas viagens pelo país da pizza, as coisas gostosas que ela comeu, enfim, praticamente um diário bem escrito de uma viajante. Coisa que eu adoro ler. Mas a melhor parte são as reflexões dela comparando a cultura e modo de pensar e agir americano em relação ao italiano. Dentre muitas coisas, ela tem uma teoria de sociologia (que eu concordo), melhor explicada no livro, que o americano (estadunidense) de modo geral, não se permite ao lazer tão facilmente como outros povos, embora ironicamente vivam no país que mais produz diversão no mundo.

Fora essas pequenas análises, admiro ler sobre pessoas que tem coragem de procurar sua felicidade a qualquer custo, como é o caso da autora, ainda mais quando isso exige quebrar barreiras impostas pela sociedade.

Infelizmente o livro não segue nessa linha depois. O problema já começa quando chega na parte da Índia. Óbvio que eu esperava uma parte espiritual e mística, principalmente pelo fato de essa ser a parte do ‘rezar’ do título, mas além dela eu esperava algumas viagenzinhas pela Índia e acimade tudo, uma análise da cultura indiana similar ao que ela fez com a italiana. Como eu fiquei 5 meses na Índia e viajei muitttoooo por lá, estava ansiosa e esperava poder ver as impressões dela de um país tão, mas tão diferente, o que ela achou de cada lugar, da comida, das roupas, da cultura, comportamento, de tudo. O problema é que ela chegou na Índia e ficou o tempo TODO no Ashram (um lugar de meditação) rezando e praticando yoga. Essa parte é praticamente só explicações sobre religião e opiniões dela sobre o assunto.

Na terceira parte, a parte de amar do título, ela passou em Bali, na Indonésia. Então, as partes de amar, eram legais, ela falava sobre o tempo que passou com o Brasileiro que ela conheceu, o Felipe (cara que no fim ela casou!). O problema é que tinha ainda uma considerável parte de meditação já que esse tempo ela passou com um xamã. Melhor que a parte da Índia, mas ainda chato na minha opinião (embora muita gente tenha curtido).


Autora

Comer, amar e Rezar pode ser descrito como 3 livros em 1 visto que cada parte é tão diferente da outra, mas mesmo o livro valendo pra mim só pela primeira parte, recomendo (isso se você gosta de bestsellers em geral). E se você tem um lado espiritual muito forte, é leitura obrigatória então. Não vejo a hora de ver o filme que está já prontinho pra ser lançado, filme esse com a Julia Roberts interpretando a Elizabeth Gilbert (autora do livro). Tô bem curiosa pra ver como um livro de memórias vai virar um filme. Não é fácil adaptar esse tipo de literatura. Pelo menos o trailer parece que vai ser um longa legal. Embora trailers às vezes enganem, vou estar na estréia certo.

Depois desse livro, tô afim de ler ‘Beber, Jogar, F#$@’, em que o autor passa um tempo na Irlanda, Las Vegas e Tailândia, respectivamente, embora o livro esteja com uma cara de paródia mal feita e sem graça.