Decepções da minha vida: A Urna Eletrônica

Como já mencionei milhares de vezes no blog, minha infância foi absurdamente ocupada pela TV graças a inexistência da Internet. Ou seja, ou eu brincava com os meus brinquedos, ou eu assistia TV. Sabe como é, eu era menininha de apartamento, não saia muito pra rua pra brincar né.

E ai eu era obrigada a assistir infinitas vezes um monte de joça na TV. Inclusive o horário político, essa nobre faixa televisiva que ocupa um mês inteirinho (ou mais) da grade de programação de todos os canais. E naquele tempo era todos os canais mesmo, porque não tinha nem TV por assinatura.

Mas acreditem, eu não odiava o horário político. Já naquele tempo eu me divertia com as palhaçadas proporcionadas pelo horário eleitoral brasileiro, coisas muito mais bisonhas do que você pode pensar, muito mais fora da caixinha que Tiririca e sua turma, falo de coisas da estirpe de um Éneas Carneiro, de Sílvio Santos presidente, entre outras, que você só ouviu falar se nasceu nos anos 80 ou antes.

Pelo fato de eu assistir bastante horário político, mesmo sendo uma tenra criança, eu tinha vontade de votar né. Tipo, assistir um mês ou mais daquela propaganda eleitoral quase sempre bagaceira, todo santo dia, e não votar depois é super decepcionante. Minha mãe, vendo o drama que sua filha passava, sempre me ajudava me levando com ela na hora da votação. Por me levando, entenda me levando ali na urna, pra votar junto, mesmo que quem escolhesse no fim das contas fosse ela e não eu. De qualquer forma, isso me fazia sentir mais parte do processo eleitoral como um todo.

E eram outros tempos né gente, era tempo de votar na cédula. E galera, eu sei que é muito pior cédula, demora um tempãoooo pra vir o resultado e tudo mais, é um processo menos confiável, enfim, um quinquilhão de contras. Mas era muito mais legal. Tipo, anular voto, perdeu totalmente a graça depois da Urna Eletrônica. Afinal, qual a graça de apertar no botão BRANCO e o verde CONFIMA? Me digam, qual? Antes, como você podia escrever o nome da pessoa que estava votando, você podia anular seu voto de um jeito muito mais divertido. Você podia votar no Obi Wan Kenobi, Yoda, Indiana Jones, Xuxa, Marty McFly, Ayrton Senna (e ele era vivo), etc. Por sinal, parece que em várias eleições essas personalidades tinham vários votos e tal.

Outra coisa que a Urna Eletrônica tirou de nós, foi aquele clássico momento, de colocar o voto na Urna. E no caso de você ser famoso, sempre tinha que parar com seu voto na boca da Urna, pros milhares de flashes da imprensa.

Bom, a minha grande decepção com a Urna, é que quando eu finalmente completei 16 anos e estava pronta pra exercer minha cidadania, acabaram as cédulas. O voto era eletrônico.Tem coisa mais brochante? Tem né, mas enfim. Vocês entenderam.

PS: pros que não sabem brincar, é óbvio que eu não pretendia anular no Indiana Jones ou Yoda … prefiro muito mais o Marty McFly.

PPS: Partido Popular Socialista

PPPS: Sério mesmo, pros que não sabem brincar, esse post é brincadeira tá, acho política algo sério e não algo pra ficr anulando o voto em personalidades fictícias, mesmo as legais como o Marty McFly.

PPPPS: Pra quem não entendeu o PS, PPS, PPPS e o PPPPS, PS significa ‘PostScribere’, palavra em latim que significa algo como escrever depois. Logo, PPS seria PostPostScribere, ‘escrever depois depois’, assim por diante. Eu sei, explicar piada, ainda mais as ruins, é dose, mas agora você já sabe, isso se já não sabia. Patrocício blog Bitpop, sempre disseminando cultura e conhecimento.

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