Livros da coleção Aventuras Fantásticas

Quando eu tinha sei lá, uns 11 anos, meados da década de 90, meu irmão trouxe para casa esse livrinho aqui, o qual ficou dias e mais dias na estante.

Curiosa como sou, resolvi um dia perguntar qual era daquele livro. Disse ele que um amigo tinha emprestado mas que era chato.

Não sei bem se foi na curiosidade ou na falta do que fazer (provavelmente ambos, não havia Internet), mas resolvi ler.

E o vício começou. Tanto que depois meu irmão se viciou também. Nunca conheci esse amigo do meu irmão e ele sequer lembra quem era, mas fica o agradecimento: obrigada de coração por forçar meu irmão a levar o livro pra casa.

Esses livrinhos fazem parte de uma coleção chamada Aventuras Fantásticas. São livros nos quais você é um guerreiro e deve cumprir uma missão. Através de um dado normal de 6 faces, você calcula sua energia, sorte e habilidade, e, a cada parte do livro, você deve tomar decisões que o levam a caminhos diferentes, tipo um livro interativo, quase sempre ambientando num universo medieval mágico, tipo RPG mesmo.

O vício foi tanto que eu comecei a procurar por mais e mais livros, cheguei a pedir eles de aniversário pra vocês terem uma ideia do ponto que chegou meu vício. Vai dizer que não sou nerd depois dessa né?

O que eu gostava era que os livros eram muito bem escritos e imersivos. E não pensem que eram bem escritos porque eu tinha 11 anos, eles são bem escritos para qualquer idade, com um vocabulário que na época eu tinha que consultar o dicionário pra entender às vezes (você sabe o que é uma cimitarra?). Os autores (Steve Jackson e Ian Livingstone) criaram um universo inteiro para os livros a partir da mitologia típica do RPG e nórdica com elfos, dragões, magos, anões e tudo mais. As poucas ilustrações que cada livro tinha eram também belíssimas. O meu único porém é que os livros eram extremamente difíceis de serem terminados, em alguns deles, bastava tomar um caminho errado para ser impossível de concretizar a missão.

Acabei jogando mais de 10 livros da coleção entre os que comprei e peguei emprestado. Meu favorito é a A cidade dos ladrões mas tenho muita estima por Mares de Sangue e Templo do terror também.

Fico hoje pensando o que devia passar na cabeça dos meus pais vendo a filhinha de 11 anos lendo livros com esses títulos e com caveiras horríveis na capa.

PS: Quem tiver com vontade de experimentar também, descobri que a Jambô tá republicando a coleção, com umas capas diferentes que eu não curti (bonitas, mas não as originais).

Anúncios

Minha comida favorita do momento

Na revista Super Interessante desse mês saiu que ao contrário do que muitos podem pensar, de acordo com uma pesquisa, a comida favorita do brasileiro é a lasanha, seguida do arroz e macarrão. O nosso prato típico, a feijoada, aparece só lá em quarto lugar. E o churrasco em sexto.

Nossa, só de ver essa foto dá uma vontade de comer lasanha … mas seria essa minha comida favorita?

Fiquei pensando qual seria. Difícil dizer, é como perguntar meu filme favorito, impossível escolher entra tantas opções. Fora que metarmofose ambulante do jeito que sou, é algo que sempre muda. Adoro sorvete, sushi, lasanha … mas acho que se for pra escolher a comida favorita do momento, eu escolheria Ceviche (às vezes escrito Cebiche).

Ceviche é nada mais do que peixe branco cru extremamente marinado no limão que ‘assa’ graças ao ácido presente nessa fruta. Na maior parte das receitas é incluído cebola, pimentão, tomate e pimenta.É um prato de origem peruana que começa lentamente a ficar popular no Brasil.

Na minha concepção, é digamos um sashimi mais gostoso. Portanto, se você gosta de sashimi, totalmente recomendo que prove essa iguaria do sabor. Pena que ainda existam tão poucos restaurantes peruanos no Brasil.

Chá arco-íris da alegria

Eu comecei a gostar bastante de chá depois que eu voltei da Índia. Lá na empresa onde eu trabalhava, sempre vinha um mocinho nos dar chazinho ou café no meio do expediente. Eu era a única que pegava tanto o café quanto o chá. Tudo na mímica porque esses carinhas do chá na Índia (os Chai Wallah) são sempre bem pobrezinhos e não falam inglês. Por sinal, era a profissão do Jamal, carinha do filme Quem quer ser milionário (só que ele falava Inglês no filme).

O chá indiano que vendem nas ruas da Índia e que eu tomava era basicamente chá preto, água, um pouco de leite e muiiito açúcar. Muitoooo. Era bem gostoso. Algumas versões tem sementes de cardamomo dentro, uma espécie de pimenta bem gostosinha e que incrivelmente vai bem num chá doce. Algumas versões tinham canela e gengibre também, mas essas não são tão populares.


Copinhos de Chai

Lá dá Índia eu trouxe caixas e caixas de chá preto com o intuito de tomar chai (chai é o chá indiano) sempre que eu estivesse com saudade da minha vida indiana. A Índia é o maior produtor do mundo desse tipo de chá, e eu inclusive visitei lá uma plantação de chá, é bem bonito. Essa fica na cidade de Munnar. Fotinhos pra vocês:


A plantação se estendendo pelas montanhas


Eu numa vibe colheitadora

Embora eu ainda goste muito de chai, acabei acostumando com o sabor amargo do chá preto puro sem açúcar. E quase todo dia, lá vou eu ferver uma chaleira com água, colocar numa térmica, e ficar servindo na minha caneca com o saquinho de chá enquanto acesso Google Reader, escrevo posts e atualizo o Facebook : P

Como sou uma pessoa muito interessada na minha saúde, fui pesquisar se o tal do chá preto não continha malefícios científicos ocultos (cuidado com o espinafre, ele tem muitos, post sobre isso em breve). Minha pesquisa no Google demonstrou que não, o fato é que o negócio é extremamente bom para saúde, melhora a circulação e evita derrames, então fica a dica.

Eu acho engraçado o nome do chá preto ser preto já que a cor do chá pronto não é preta. Mas logo percebi que esse nome baseado em cores é meio sem sentido mesmo, já que na China o nome é chá vermelho. Vejam a classificação:

Todas as cores são feitas com fohas de Camellia sinensis.

1. Chá branco –> folhas jovens que não sofreram oxidação. Popular na China e o mais saudável.
2. Chá verde –> folhas que sofreram pouca oxidação. Popular no Japão.
3. Chá preto (ou vermelho) –> folhas que sofreram muita oxidação. Popular na Índia (e no Ocidente inteiro na real)

Ainda tem o Chá Oolong que é conhecido também por chá Azul. É um chá com uma maturação entre o Chá Verde e o Chá preto. Ooolong também é o nome de um personagem comunista de Dragon Ball, mas isso não vem ao caso.

E pra terminar o arco-íris de cores, tem o chá amarelo, que é um chá verde com uma fase de secagem diferente.

Isso que nem mencionei os chás que não tem cores no meio tipo chá de coca, de cogumelo, de camomila, etc…

O que me leva a pensar que chás são mais complicados que vinho.

E o anime de Pokemon vai rumo aos 700 episódios … e eu com isso?

Antes de iniciar o post, assista esse vídeo SENSACIONAL para entrar no clima de pokemon. Mostra aquilo que você sempre quis saber! Mostra o que acontece dentro da Pokebola. Aproveite e tente descobrir o erro do video.

Caro pokefã, o erro é óbvio, o Pikachu não gosta de entrar na pokebola, se houvesse aquela festinha marota ali dentro vocês acham que ele não ia gostar? Aquele safadinho amarelo? : P

Ainda me lembro quando o anime estreou no Brasil e iniciou a febre Pokemon. Pokemon é daqueles animes que começaram legais. Garoto de 10 anos sai em busca de 8 insígnias para poder ter acesso ao torneio mundial, para assim poder virar um mestre Pokemon. Para ganhar cada insígnia, ele deveria derrotar o mestre de um ginásio, e esses ginásios estavam espalhados pelo mundo.

O legal era isso, cada vez que Ash conquistava uma insignia, o final ficava mais próximo. Os episódios fillers (encheção de morcilha) nem incomodavam tanto. Ai o Ash finalmente conquista as 8 e se prepara pro torneio. Episódios todos muito legais. Adorei quando ele perde, deu aquele drama pra série. Mostrou pro Ash que a vida não é sempre um moranguinho. Curto isso em animes. Ai ele voltou pra casa e eu pensava com meus botões: e agora, o que vai ser do seriado? Os roteiristas sabiam, criaram uma nova liga, a liga laranja. Pra vence-la, você deveria conquistar não sei quantas insígnias num outro continente novo. Assisti e tal, apesar de os episódios estarem mais chatos. Aí o Ash ganha a liga laranja e guess what, ele vai pra uma terceira liga. Tudo que muda é a roupa dele. E os persongens coadjuvantes que o seguem na jornada. E depois o que acontece? Uma outra liga, e outra, e outra. Nem sei mais o que é necessário pra ser considerado mestre pokemon. Ganhar 3 ligas? Todas? Uma?

O que me irritou e fez eu parar de ver foi o fato a tal jornada pokemon virou algo sem sentido. Você nem liga mais se ele está conquistando mais insígnias, já que vencer o tal campeonato não vai fazer dele o mestre pokemon, vai só fazer ter outra jornada em algum continente novo que vão inventar, este claro, com novos pokemons.

Além disso, incomoda o fato do Ash não amadurecer na jornada. Vejam bem, Goku amadureceu na jornada dele, Harry Potter amadureceu, até o Naruto !!! mas o Ash, continua o mesmo molequinho de 10 ou 11 anos. Depois de mais de 10 anos do anime passando na TV, o público todo que assistia cresceu, era dever o personagem crescer junto. Eu sei que é um anime direcionado pra crianças e eu não devia estar ligando pra isso, mas Dragon Ball e Naruto também não são ???

Alguns podem dizer que eu deixei de ver e gostar simplesmente porque cresci (ao contrário do Ash), mas acho que não, já era adulta quando comecei a ver ; P

Pokemon serious business.

OBS 1: Nunca se esqueçam, Pokemon é cultura.

OBS 2: Não dá pra fazer um post de pokemon sem postar esse trailer falso feito por fãs. Se não viu ainda, assista, você sabe que eu só posto vídeo bom. E se já viu, vê de novo, você já sabe que é o melhor trailer falso feitos por fãs já criado.

OBS 3: Pokemon vai aos 700 episódios, e esse blog vai aos 400 posts, esse é o post número 400 ! Que bom que ao diferentemente de Pokemon, meu blog amadurece … será? : P