O espinafre do mal

Lendo esse post do Puxa Cachorra (segundo post que linko esse blog, mereço um link lá bah tri) sobre as lendas que nossas mães contavam quando eramos crianças e acreditavamos porque nao tinha um Google pra conferir, lembrei de mais uma grande mentira contada não só por nossas mães, mas por toda a mídia. Uma mentira deslavada que nos aterrorizou por anos a fio, a mentira que

o espinafre te deixa forte

O pior é que havia um desenho animado muito popular para endossar a tese, o famoso Popeye e seu espinafre em lata que lhe permitia nocautear Brutus facilmente. Qualquer cara feia na hora de comer o espinafrezinho que sua mãe fazia era motivo para ela relembrar os benefícios que essa folha verde-escura trazia para o marinheiro Popeye.

Interesante é que se você quisesse fumar cachimbo dizendo que o Popeye fazia, sua mãe não deixava.

Continuando, embora eu odiasse espinafre na infância, acabei crescendo e me habituando ao seu gostinho. Em recente viagem aos Estados Unidos, consumia os sanduíches da rede de fast-food Subway frequentemente. O fato é que o Subway dos Estados Unidos tem algumas opções ainda não disponíveis no Brasil. Uma delas é a possibilidade de acrescentar abacate no seu sanduiche, a outra é a opção de folhas de espinafre.

Certa vez li que quanto mais escura for a folha do vegetal que você come, mais saudável ela é. Por exemplo, alface americana, aquela alface verde clarinho quase branco, é supostamente uma alface desprovida de vitaminas e minerais, algo que não me choca visto que é a alface número 1 das cadeias de fast-food como Mc Donald’s e Burger King. Mas divago.

Com essa informação em mente, decido dar uma chance para o espinafre no meu Subway no lugar da Alface. Para minha total surpresa o gosto é agrádavel e decido sempre utiliza-la.

Ao voltar ao Brasil, incluo o espinafre em minha alimentação. Com esse crescente aumento no consumo do espinafre, decido pesquisar na internet seus benéficios. Eis as descobertas:

Perigo Oculto no Espinafre.

Popeye e o mito do espinafre.

Aparentemente, existe uma substância no espinafre chamada de acido oxálico que se consumida em grandes quantidades faz mal.

Popeye, seu maldito marinheiro, querendo me matar com esse tal ácido.

PS: Se espinafre deixava forte como no desenho, por que o Brutus nunca comia?

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Nostalgia Gamezistica – Como passar de uma fase difícil sem Internet

Lendo este brilhante texto onde rolou uma identificação total, relembrei de como era difícil jogar video game nos tempos de infância. Como tudo é fácil no seu Playstation3, Xbox 360 ou Nintendo Wii.

Pra quem não leu o texto e não está a fim de ler, trata sobre o fato de na maior parte dos jogos das eras 8 e 16 bits não terem possibilidade de salvar o progresso, o conceito desaparecido de última vida, a internet ajudando você sempre que trava numa fase, etc.

Isso me lembrou de quando eu travei numa fase do jogo Quackshot.

O jogo Quackshot é simplesmente um dos meu jogos favoritos. Uma espécie de Indiana Jones com o Pato Donald como personagem principal. No plot, Donald, com ajuda de seus três sobrinhos escoteiros, deve viajar pelo mundo em busca de um tesouro mítico que possivelmente o fará rico. Suas armas: pistola de desentupidores de pia, bolas de chiclé e milho. Óbvio que Bafo de Onça não deixará que a busca seja fácil.

O que me encanta nesse jogo além de sua jogabilidade e gráficos sensacionais pra época é o fato de você ter que viajar pra vários lugares, numa ordem certa (que você sozinho deve descobrir a partir das dicas dos personagens).

Uma dessas fases, chamada de Maharajah, se passa na Índia. Existe um momento em que você deve encontrar um tigre, o problema é que para chegar nele, tem um labirinto de portas.


Essa foto não é do tal labirinto, é de outra fase, não achei uma decente do labirinto.

Eu TOTALMENTE travei nesse labirinto. Por algum acaso das coincidências, eu NUNCA conseguia fazer a sequência certa de portas. Meu irmão, gamer na época, tampouco.

O que fazer nesse caso? Não havia Internet ou amiguinho que soubesse como passar.

O que você faria?

Normalmente eu simplesmente desistiria mas num jogo como esse eu não poderia. Então decidimos apelar para o HotLine.

Diferentemente do que o nome pode sugerir, o HotLine não era tele-sexo. Era um telefone, não sei bem financiado por quem, no qual gamers de todo o Brasil podiam ligar e pedir por dicas. O problema é que na época eu era extremamente tímida. Do tipo que tinha vergonha de ligar pra pedir uma pizza. Além do fato da minha imaginação Fantástico Mundo de Bob me levar a imaginar que ligar para lá conduziria a conversas como essa:

Conversa com a HotLine, versão minha imaginação

– HotLine, boa tarde, como possoa ajuda-la
– Oi, olha só, eu to jogando um jogo de video game, do mega drive, o quackshot…
– O que tu tá falando sua louca?
– Ahhh, er, é um jogo com o Pato Donald que ele viaja …
– Hahahahha, não sei do que você está falando, deixa eu perguntar aqui … Ah, tá, já sei qual o jogo, que jogo idiota. Tá, qual a dúvida que eu não tenho o dia todo?
– Tem uma fase, a Maharajah, onde tem um labirinto de portas, eu não sei a ordem certa …
– O quê ? Maharajah ? HAHAHAHA, você na sabe falar? que pronúncia tosca, hahahah, que mula HAHAHAHAHA. Ordem de portas? Como assim?
– É, tipo, tem que entrar nas portas certas pra passar…
– Olha, aqui é só pra jogo famoso, tipo Street Fighter, como fazer Hadouken, essas coisas, tá? Quando tu tiver uma dúvida normal tu liga, tá queridinha?

Mas a vontade de passar da tal fase era muito forte, e então meu irmão num ato de coragem resolveu finalmente ligar. Eu nunca soube exatamente como foi a conversa. Mas pelo o que eu ouvi e ele contou foi mais ou menos assim:

Conversa com a HotLine, versão real

– HotLine, boa tarde, como posso ajuda-lo
– Oi, olha só, eu to jogando um jogo de video game, do mega drive, o Quackshot…
– Ok, qual a dúvida?
– Tem uma fase, a Maharajah, onde tem um labirinto de portas, eu não sei a ordem certa …
– Ok, um minutinho que eu vou ver se tem alguma dica sobre esse jogo.

Alguns minutos depois

– Olha, não tem, desculpa.
– Ah tá, imagina, obrigado, tchau.

Apesar da conversa não ter sido tão ruim como na minha imaginação, a frustração foi total. Aparentemente, eu estava fadada a jamais passar dessa parte.

Mas eis que num golpe de sorte, eu meu irmão acertamos a combinação de porta e passamos da fase! Depois vieram outros labirintos piores, mas felizmente nenhum nos deixou tanto tempo travado como esse.


Foto super winner minha tirada faz 3 anos num inverno frio, pouco depois de ter terminado o jogo pela milionésima vez da minha vida, numa das minhas (re)jogadas … não disse que eu gostava desse jogo?

Meses depois, numa revista Ação Games apareceu como passar dessa fase. Me pergunto até hoje se a Ação Games não resolveu essa dúvida porque ela foi perguntada por meu irmão na HotLine.

PS: Se esse jogo tivesse sido lançado hoje em dia, pra sair dessa fase bastava acessar esse video do YouTube … a vida gamer está ficando fácil demais.

Os dois episódios de Pokemon mais tristes

Depois do sucesso do post E o anime de Pokemon vai rumo aos 700 episódios (zero comentários, update: teve um comentário que eu tinha esquecido), mais um postzinho pokemon. Êêêê.

Hoje vamos falar dos dois episódios de pokemon mais tristes, aqueles em que seu coração ficou apertado, a voz embargada, os olhos lacrimejantes. O primeiro desses episódios é episódio 21, Adeus Butterfree.


Butterfree com seu cachecol sua echarpe e a Butterfree rosinha

Nesses episódio, o pokemon borboletinha roxo de Ash mostra que é macho e se apaixona por uma butterfree rosinha. Para tentar chamar a atenção da fêmea, ele utiliza todos os tipos de artíficios, inclusive uma echarpe amarela fashion. No final, Butterfree decide deixar Ash para transar crescer e virar adulta.


A despedida


ounnnnnnnnnnnnn

Esse episódio triste é brilhantemente retratado por essa imagem, entretanto não posso dizer que o episódio é trauma de infância para mim porque eu já era crescidinha, meu trauma de infância fica por conta do cavalo do filme A história sem fim.

Um adendo para esse episódio: quem já jogou Pokemon Red, Blue ou Yellow sabe que deixar uma Butterfree ir embora pra fazer sexo é uma decisão imensamente errada já que para obter uma Butterfree, é necessário evoluir um pokemonzinho chamado Metapod. Metapod é um pokemon sem golpes no qual para evoluir é preciso uma paciência do tamanho de um Snorlax. Imagina um esforço desses jogado por água abaixo porque seu pokemonzinho quer sem vergonhice sair por aí. Mas isso não vem ao caso. Vamos seguir para o próximo episódio triste de Pokemon.

O próximo é O adeus de Pikachu. Nesse Ash encontra um vale onde vários pikachus comunistas vivem felizes, dividindo tarefas, se divertindo muito e aprontando altas confusões. Pikachu fica muito tentado a continuar na vila, já que ali ele é feliz, Ash aceita, mas no final Pikachu decidi seguir com Ash e tudo na realidade não passou de um blefe do ratinho elétrico amarelo.

A parte triste fica por conta do momento em que Ash sai correndo e relembra seus bons momentos com uma musiquinha triste tocando ao fundo.

Na real, pra mim foi muito mais triste o episódio que o Charmander evoluia pra Charmeleon e depois praquele Charizard chato desobediente, ele era tão mais bonitinho e cute cute como Charmander *_*