Comer, Rezar, Amar

Quando eu ouvi falar pela primeira vez desse livro, eu pensei que se tratava (e meio que era vendido como) de um livro de auto ajuda, sobre uma mulher que resolveu mudar sua vida viajando por 3 países para aprender mais sobre si mesmo.

Mas aí aconteceu de eu ir pra Índia, e como um dos países que ela visitou era justamente esse, fiquei curiosa e dei uma folheadinha no livro. E não é que parecia bom? Então depois de muita enrolação, comprei.

O livro começa, obviamente pela parte de Comer. No caso, na Itália. Além de comer, ela também aprendeu italiano lá. Essa parte é bem legal, porque além de explicar como ela chegou até o ponto de ter coragem de largar tudo pra fazer uma viagem dessa magnitude, ela conta como foi chegar na Itália sem conhecer ninguém, como era o curso, como foram suas viagens pelo país da pizza, as coisas gostosas que ela comeu, enfim, praticamente um diário bem escrito de uma viajante. Coisa que eu adoro ler. Mas a melhor parte são as reflexões dela comparando a cultura e modo de pensar e agir americano em relação ao italiano. Dentre muitas coisas, ela tem uma teoria de sociologia (que eu concordo), melhor explicada no livro, que o americano (estadunidense) de modo geral, não se permite ao lazer tão facilmente como outros povos, embora ironicamente vivam no país que mais produz diversão no mundo.

Fora essas pequenas análises, admiro ler sobre pessoas que tem coragem de procurar sua felicidade a qualquer custo, como é o caso da autora, ainda mais quando isso exige quebrar barreiras impostas pela sociedade.

Infelizmente o livro não segue nessa linha depois. O problema já começa quando chega na parte da Índia. Óbvio que eu esperava uma parte espiritual e mística, principalmente pelo fato de essa ser a parte do ‘rezar’ do título, mas além dela eu esperava algumas viagenzinhas pela Índia e acimade tudo, uma análise da cultura indiana similar ao que ela fez com a italiana. Como eu fiquei 5 meses na Índia e viajei muitttoooo por lá, estava ansiosa e esperava poder ver as impressões dela de um país tão, mas tão diferente, o que ela achou de cada lugar, da comida, das roupas, da cultura, comportamento, de tudo. O problema é que ela chegou na Índia e ficou o tempo TODO no Ashram (um lugar de meditação) rezando e praticando yoga. Essa parte é praticamente só explicações sobre religião e opiniões dela sobre o assunto.

Na terceira parte, a parte de amar do título, ela passou em Bali, na Indonésia. Então, as partes de amar, eram legais, ela falava sobre o tempo que passou com o Brasileiro que ela conheceu, o Felipe (cara que no fim ela casou!). O problema é que tinha ainda uma considerável parte de meditação já que esse tempo ela passou com um xamã. Melhor que a parte da Índia, mas ainda chato na minha opinião (embora muita gente tenha curtido).


Autora

Comer, amar e Rezar pode ser descrito como 3 livros em 1 visto que cada parte é tão diferente da outra, mas mesmo o livro valendo pra mim só pela primeira parte, recomendo (isso se você gosta de bestsellers em geral). E se você tem um lado espiritual muito forte, é leitura obrigatória então. Não vejo a hora de ver o filme que está já prontinho pra ser lançado, filme esse com a Julia Roberts interpretando a Elizabeth Gilbert (autora do livro). Tô bem curiosa pra ver como um livro de memórias vai virar um filme. Não é fácil adaptar esse tipo de literatura. Pelo menos o trailer parece que vai ser um longa legal. Embora trailers às vezes enganem, vou estar na estréia certo.

Depois desse livro, tô afim de ler ‘Beber, Jogar, F#$@’, em que o autor passa um tempo na Irlanda, Las Vegas e Tailândia, respectivamente, embora o livro esteja com uma cara de paródia mal feita e sem graça.

Anúncios

Pokemon é cultura, sempre

Um ‘bordão’ famoso do cinema é o ‘idem’ do filme Ghost – do outro lado da vida. Quem não lembra do Sam (Patrick Swayze) falando para a Molly (Demi Moore) idem após um ‘eu te amo’ ?

Ghost é daqueles filmes que eu já vi cem mil vezes, mas sempre na Rede Globo. Ou seja, sempre dublado. Portanto, não é de se espantar que eu tenha me chocado ao ler esse bordão famoso em inglês. ‘Idem’, diferentemente do que o leitor letrado em inglês deve esperar, não foi traduzido a partir da palavra ‘equal’ ou ‘same’. Vou transcrever algumas falas do filme no original pra vocês:

Molly Jensen: I love you.
Sam Wheat: Ditto.

Aqui outro diálogo bem diferente:

Molly Jensen: I love you. I really love you.
Sam Wheat: Ditto.

Sim, vocé leu bem, o ‘idem’ foi traduzido da palavra ‘ditto’ em inglês.

Graças ao jogo e anime pokemon, eu não preciso gastar preciosos minutos conferindo no dicionário se ‘ditto’ é realmente ‘idem’ para fazer a comprovação científica. Basta relembrar de Ditto, uma gosminha rosa e meiga do tipo normal de número 132 na pokeagenda cujo poder é se transformar no seu adversário, emulando todos os seus golpes.

Pokemons e seus nomes mega criativos.

PS: O que mais você esperava de um post com o título ‘Pokemon é cultura, sempre’ ?

Diretores que todo mundo gosta mas eu nem tanto

Embora eu não seja uma grande fã de Seinfeld, esse seriado possui um dos melhores episódios de sitcom de todo os tempos. Nesse episódio da oitava temporada, já clássico, Elaine assiste ao filme O paciente Inglês, e por não gostar, é destratada por todos. Nesse processo ela praticamente torna-se um pária social, levando um fora do namorado (que claro gosta do filme) e tendo que até mesmo começar a mentir que nunca assistiu a produção para evitar os constantes olhares de indignação que atrai por ter uma opinião diferente.


Episódio perfeito. Elaine não consegue aceitar que os outros gostem daquilo que ela considera uma porcaria, ela até tenta reassistir o filme pra ver se tem algum problema com ela : P

Pois então, esse episódio é genial para mim justamente porque isso acontece com todo mundo: todos têm algum filme super elogiado pela critíca e público que não suporta ou simplesmente não acha tudo isso. E a maior parte dessas pessoas, assim como Elaine, evita falar no assunto para evitar as críticas.

Obviamente, eu também tenho alguns filmes que entrariam nessa lista de todo mundo gosta menos eu. Mas não é dele que eu vou falar, vou falar é dos diretores que todo mundo gosta mas não eu.

Antes de tudo, eu juro que tentei gostar deles, mas aparentemente não rolou a química necessária.

Paul Thomas Anderson: Tá, o cara fez Magnólia que é bom e talvez até fosse suficiente pra tira-lo dessa lista, mas ele fez também tanto filme que todo mundo adora que eu não curti que sempre que dizem que tem um filme novo dele, eu fico com um pés atrás.


Mr. Anderson e Adam Sandler.

O que é dele que eu não gostei: Sangue Negro, Boogie Nights.
O que é dele que eu gostei: Magnólia (mas pra mim não é uma obra prima como a crítica diz)
O que tenho que assistir antes de realmente dizer que não gosto do trabalho dele: Embriagado de amor

Martin Scorcese: Eu sempre assisti a filmes dele por causa da constante presença de Leonardo DiCaprio, meu ator ídolo na adolescência. Apesar de não ter visto dois de seus filmes considerados obras primas, Touro Indomável e Os bons companheiros, eu vi outros que não gostei e por isso ele entra na lista de diretores que não gosto.

Filmes dele que eu não gostei: Taxi Driver, O aviador, gangues de Nova York, Os infiltrados.
O que é dele que eu gostei: nada.
O que tenho que assistir antes de realmente dizer que não gosto do trabalho dele: Touro indomável (que acho possível que eu goste) e Os bons companheiros (provável que eu não goste).

Hayao Miyazaki: Eu adoro anime. Considero, por exemplo, Rurouni Kenshin, Karekano, Evangelion obras primas. Aí aparece um diretor de anime que lança longas metragens que são quase sempre indicados ao Oscar de animação. Primeiro pensamento: óbvio que vou gostar. Estava enganada. Eu vi e não achei grande coisa os seguintes: A viagem de Chihiro, O castelo Animado e Porco Rosso, embora ainda valha a pena assistir seus filmes só pela animação que sempre é impecável e sensacionalmente linda.
Ainda quero dar uma chance pro Miyazaki com Princesa Mononoke, sua obra máxima.


O castelo animado: animação e design tão lindo que virou meu papel de parede.

Filmes dele que eu não gostei: A viagem de Chihiro, O castelo Animado e Porco Rosso
O que é dele que eu gostei: nada.
O que tenho que assistir antes de realmente dizer que não gosto do trabalho dele: Princesa Mononoke.

Se eu lembrar de mais alguns atualizo a lista. E vocês ? Confessem aí nos comentários (ou em seus blogs com posts).

Filme Dúvida

Ouvi um monte de gente falando mal desse filme, que ele era muito paradão, muito chato e tal. De fato é paradão, mas está anos luz de ser chato, de fato, é excelente. Eu adoro filmes que tenham uma grande dose de diálogos fortes, tipo Closer e meninamá.com, no qual os envolvidos nos diálogos sabem argumentar muito bem, e esse filme é exatamente assim.

O filme se passa numa igreja (que também é escola) em 1964 e o padre dessa paróquia é acusado pela freira de ter abusado de um menino. Vejam o trailer, que transmite bem a essência dessa produção.

Mas a qualidade de Dúvida não está só nos diálogos, está presente também em sua temática. É um filme que faz uma grande abordagem sobre o tema da dúvida. E essa abordagem fica mais poderosa porque o espectador também fica em dúvida, sem saber se acredita na freira Aloysius ou no padre Flynn, lembrando bastante, nesse aspecto, ao livro Dom Casmurro.

Claro que filmes que se apoiam no diálogo são obrigados a ter boas atuações para funcionar, o que é caso dessa produção, no qual 4 atores foram indicados ao Oscar. Levando-se em conta que só 4 personagens realmente participam do filme, isso quer dizer muita coisa.

Isso que eu nem mencionei a fotografia, bem fria, combinando com o ambiente que o filme se passa. Filmaço.

Ele não está tão a fim de você revigora o gênero das comédias românticas

Todo mundo que lê esse blog deve saber que eu ADORO comédias românticas. Mas mesmo eu, fã do gênero, percebia que salvas raras exceções, ele já não gerava um filme que preste faz tempo. Parecia que o gênero tinha sido enterrado para sempre.

Mas esse Ele não está tão a fim de você mostrou que basta um pouquinho de criatividade pra bons filmes desse tipo voltarem a aparecer. A criatividade começa no título: uma comédia romântica cujo título já não é algo romântico, justamente pelo contrário, é algo no minímo curioso.

Por incrível que pareça, o filme é baseado num livro de auto-ajuda. Como todos devem saber, livros de auto-ajuda não tem roteiro nem história, é basicamente uma sucessão de dicas. Na cabeça de qualquer pessoa normal não tem como adaptar um livro assim e sair algo que preste.

Mas não quando os produtores do filme são roteiristas de um seriado do calibre de Sex and the City. Eles basicamente pegaram as lições do livro e criaram histórias que mostrassem essas lições. Como o livro fala sobre como as mulheres se iludem em relação aos homens, o filme também segue essa linha.

Como assim se iludem? O filme ilustra isso com vários fatos, como por exemplo, o homem que não liga depois do primeiro encontro. Muitas mulheres inventam uma sucessão de motivos (em geral absurdos) que justifiquem a tal não ligada: ele perdeu meu telefone, ele está ocupado, ele está viajando, etc. O que o livro (e o filme) querem mostrar é que esses motivos são a exceção, não a regra. Se ele não ligou, é porque (em 99% da vezes) ele não está tão a fim de você, e que homens fazem de tudo pra te achar quando estão a fim.

O filme é várias histórias sobre ilusão. Claro que sendo uma comédia romântica, eles não resistiram e colocaram umas exceções. Mas talvez as exceções estejam no filme justamente para mostrar que, embora seja baseado num livro de auto-ajuda, não existem dicas infalíveis pra serem seguidas.

O filme me lembrou bastante a comédia romântica inglesa “Simplesmente Amor”, o que por si só já é um baita elogio. Os filmes tem semelhanças no fomato, com várias histórias de amor se passando ao mesmo tempo, e também mo elenco, estelar em ambas as produções. Daqueles elencos que nem cabem direito no poster do filme e nem dá pra saber qual colocar primeiro.


Eles resolveram o problema da ordem dos atores colocando por ordem alfabética de sobrenome

Claro, o filme tem alguns defeitinhos, do tipo tentar colocar os homens como vilões às vezes, mas nada que atrapalhe demais o resultado final.

No fim das contas, é legal saber que Hollywood ainda sabe fazer comédias românticas de vez em quando. Achei que só os ingleses tivessem a manha atualmente.

Dos filmes que eu gosto: Segundas Intenções

Segundas Intenções é daqueles que filmes que tem uma história clichê total (cara quer conquistar uma guria por causa de uma aposta, mas adivinhem, se apaixona por ela e deixa sua vida de cara mau), mas daqueles clichês legais sabe, bem feitos, que dá gosto de continuar vendo o filme, não é que nem clichês podres a mal feitos como Segundas Intenções 2 por exemplo, uma continuação bisonha que tentou repetir o sucesso do antecessor. Além disso, tem atores legais, e principalmente, uma trilha sonora ótima que virou minha favorita.

O filme começa com o Sebastian andando naquele carro super style (maria gasolina detected hahahah, capaz, nem ligo pra carro, é sério) andando numa das highways de Nova York, com aquela quantidade descomunal de cemitérios embaixo da estrada com Every you Every me, uma das melhores músicas de uma das minhas bandas favoritas, o Placebo.

O Sebastian é interpretado pelo Ryan Phillipe, que no filme faz o estilo de bonitinho ordinário : P. Pena que depois ele nunca mais fez um filme que prestasse, pelo menos não que eu lembre.

Depois da cena do carro, aparece o Sebastian aprontando total com a psicóloga idiota dele. Tipo, apronta mesmooooo, mas como a psicóloga era do mal também, você acaba nem se importando, mas já nota que ele não é flor que se cheire.

Depois do começo do filme ele, o Sebastian, vai lá falar com a sua meia irmã bonitona, a Sarah Michele Gellar, de cabelo preto, e do mallllll. Claro que pelo fato do filme adorar clichês, a personagem do mal é meio slut por assim dizer e a do bem é totalmente pudorada. Acho que a Sarah tava meio de saco cheio de ser tachada de Buffy, caça vampiros loira do bem, e foi fazer esse filme pra tentar tirar o estigma.

Voltando ao filme, daí eles fazem aquela aposta super do mal. A Buffy dúvida que o Sebastian pegue a filha loira virgem e bonitinha do diretor da escola super high society que eles estudam (acho que esqueci de mencionar, os personagens do filme são milionários, meio Gossip Girl style).

A tal filha do diretor é a Reese Whitespoon, atriz que eu adoro e que faz uns filmes ótimos, tipo A eleição. Ela inclusive se casou com O Ryan Phillipe, mas depois de uns anos, se separaram.

Bom, depois, o filme é basicamente o pessoal tratando mal a personagem da Selma Blair, mas assim, só por diversão e o Sebastian dando em cima da Reese e ela negando e tal, porque ela tem seus preceitos, até que ela finalmente se apaixona enlouquecidamente por ele, e ele também, e assim o filme segue. Mas essa parte da conquista é ótima por causa do jogo de sedução, dos diálogos, justamente porque o Sebastian e a Annete (a Reese) tem pensamentos bem diferentes.

E o melhor, as cenas são acompanhadas pela trilha sonora que eu já tinha elogiado e vou elogiar de novo. Além de Every you Every me do Placebo, tem Praise do Fatboy Slim, Coffee and Tv do Blur, Colorblind do Counting Crows (essa toca quando o Sebastian tá subindo na escada rolante pra encontrar a Annete, adoro a cena) e a cena final com a magnetizante Bittersweet symphony do The Verve. Adoro as cenas finais desse filme com a Sarah Michele Gellar (eu sempre lembro do Ross por causa do Gellar, tá, eu sei que é Geller o dele, mas é parecidinho, vai), com aquela cara de Oh my god !!!

Créditos iniciais de filmes

O Anderson do Rosebud é o trenó fez essa lista com os melhores créditos iniciais de filmes. Créditos iniciais são a parte de filme mais injustiçada porque, primeiro, ninguém lembra deles, eu mesma tive dificuldades de lembrar de vários, e segundo, todo mundo só fala de melhores finais, mas bons créditos iniciais são essenciais, afinal, são eles que passam o clima do filme e preparam terreno para o que há de vir.

Graças ao post do Anderson, acabei conhecendo Saul Bass, um designer responsável pelas aberturas de vários filmes, especialmente os do Hitchcock. E também fiquei conhecendo Kyle Cooper, o Saul Bass moderno. Claro, que é injustiça não colocar aberturas deles ou outras ótimas como a retrô de Prenda-me se for capaz, mas essa é só uma compilação com algumas aberturas que eu gosto.

O senhor das armas: Sério, se você não pretende assistir nenhum video desse post, assiste pelo menos esse. O Nicolas Cage falando algo como “1 em cada 12 pessoas tem armas de fogo no mundo … a questão é, como vamos armar as outras 11”, a música, e as cenas que tem depois, de arrepiar.

Gattaca: Notem como os criadores brincam com a tipografia, já que as letras referentes as bases do código genético nos nomes de cada ator estão sempre em negrito.

Juno: A música é boa mas o mais marcante aqui é a arte, com a personagem principal virando desenho, colagens e montagens.

Guia do mochileiro das galáxias: E eu nem desconfiava que tinha uma mensagem sendo passada pela Shamu no Sea World. Ah, se bem que a Shamu era uma baleia na verdade : P

<

Corra Lola, corra: Filme que eu já comentei aqui.

Sex and the City: É uma abertura que consegue resumir bem a série tanto para relembrar quem assistiu cada episódio quanto para apresentar para os não iniciados. Link com imagem decente aqui.

A fantástica fábrica de chocolate: É divertida, vai dizer.

Quebrando a banca: Não tem nada de muito especial, mas eu gosto da visão aérea de Boston (ok, créditos iniciais com visões aéreas são meio totalmente cliché, mas eu gosto igual) e a música Time to Pretend tem uma letra que combina bastante com a temática do filme.

Segundas intenções: Mais uma abertura visão aérea style com música legal, no caso Every you Every me do Placebo. Gosto da parte mostrando os cemitérios quase infinitos que ficam embaixo desses viadutos e pontes de Nova York.

Psicose: As letras se formando é legal, mas óbvio que 99% do impacto está na música.