Como tirar uma nota alta no TOEFL e TOEIC

Existem milhares de testes que testa a proficiência na língua inglesa, e provavelmente os mais famosos entre eles são o TOEFL e o TOEIC. Ambos foram criados pela empresa norte americana ETS (Educational Test Service).

O interessante em fazes esses testes é o fato de você poder botar a pontuação no seu Curriculum Vitae. Um candidato a uma vaga de emprego que apresenta uma pontuação maior que 100 no TOEFL IBT ganha muito mais credibilidade do que um que simplesmente afirma que tem inglês fluente.

Eu fiz o TOEFL e conheço muitas pessoas que fizeram. Eu posso dizer com segurança que o TOEFL é um exame muito bem feito e que realmente avalia o teu nível de inglês de maneira muito satisfatória. Conheço pessoas que fizeram ele com um intervalo de tempo pequeno e o resultado foi praticamente o mesmo em ambas tentativas (provando que leva tempo pra conseguir melhorar sua pontuação).

Existe uma versão escrita em papel e uma feita no computador. A versão recomendada é a feita no computador, conhecida como TOEFL IBT (internet based test). Aqui em Porto Alegre ele é aplicado no Cultural e na PUC. Esse teste é dividido em 4 partes, cada uma valendo 30 pontos, ou seja, sua pontuação total pode ser 120. As 4 partes são: Escrita (redação no computador), leitura (prova de marcar relativa a interpretação de texto), compreensão oral e a temida parte falada, no qual sua voz é gravada e avaliada depois. Dá pra ver que o TOEFL é um exame que avalia o quanto você consegue se comunicar, ou seja, não é pedido nada de gramática diretamente. Eles não te perguntam o que é Question Tags ou qual o Reported Speech de algo, o que é algo que eu acho muito legal do teste.

Eu fiz o teste ano passado e obtive um resultado muito bom (108 pontos de 120). Essas são as minhas dicas pras 4 partes:

Parte de leitura (reading): Nessa parte é importante ter um vocabulário bom. Como isso não se aprende da noite pro dia, minha dica é se concentrar nas linking words (whereas, thus, therefore, although, however, moreover, etc). Elas ajudam a entender quando o autor está enfatizando, cotrastando ou adicionando idéias, e isso é muito perguntado. Além disso, essas palavras vão lhe ajudar muito na parte escrita, já que elas enriquecem de sobremaneira um texto. Não tem coisa que demonstre mais pobreza de vocabulário que um texto cheio de ‘BUTs’ por exemplo.

Parte escrita (writing): Se você não tem o hábito de ler e escrever, não tem como se sair bem. Nessa parte, até um Americano ou Britânico que lê e escreve pouco vai mal. Eu acho que fui bem por causa do meu hábito de blogar, então, a dica meio óbvia é leia bastante e escreva para conseguir um bom resultado. A curto prazo, a dica é evite palavras que você desconhece, use sinônimos ou diga outra coisa. Se você não sabe se Normally se escreve com um ou 1 ou double L, diga outra coisa com significado similar como Almost Always. Evite perder esse tipo de pontos bobos. Outra coisa, evite construções verbais que você não tem certeza. Por exemplo, não sabe se tem que usar Present Perfect ou Simple Past numa frase? Especifique o momento e use Simple Past, enfim, use sua habilidade para evitar aquilo que você não está 100% certo. E como dito anteriormente, use as linking words para enriquecer seu texto.

Parte de compreensão oral (listening): Essa é a parte que você vai bem se tem o costume de assistir seriados e filmes em inglês. A dica aqui é conseguir anotar rapidinho num papel partes importantes dos diálogos pra conseguir lembrar depois, já que as vezes você até entende tudo, mas o diálogo é tão longo que você esquece certas partes. A parte boa é que os atores dos textos falam bem pausadamente, de forma bem clara.

Parte falada (speaking): A dica aqui é ficar calmo e falar naturalmente. A questão é que você tem algo 30 a 45 segundos pra responder cada pergunta, então além de organizar bem os seus pensamentos e sua resposta, ela tem que caber nesse tempo. Se você falar menos, perde pontos e se falar mais, a gravação é cortada e o avaliador depois não escuta tudo o que você disse, fazendo você perder pontos obviamente. A dica aqui é treinar em casa mesmo, invente perguntas e respostas, leia perguntas e respostas mais comuns na Internet, etc. A dica aqui é a prática mesmo, pra poder evitar os hummmm e gaguejos. Outra coisa é não se preocupe com seu sotaque (accent), ter sotaque não vai prejudicar a sua nota contanto que seu inglês seja claro.

O TOEIC eu não cheguei a fazer, mas é basicamente a mesma idéia do TOEFL. A diferença é a temática dos textos e perguntas. Enquanto no TOEFL eles são todas baseadas em temas do mundo acadêmico, como dois estudantes universitários conversando, o TOEIC é focado no mundo dos negócios (business). Escolha de acordo com seus interesses, se você pretende usar o resultado para se inscrever em algum curso de graduação ou pós-graduação, escolha TOEFL, senão TOEIC.

Ambos os testes são um pouco caros, custam entre 140 e 170 dólares. mas como eu disse, são um atestado de proficiência no seu currículo.

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Não vá ao show da Madonna, vá ao show da Yelle

Eu gosto de música francesa. Quando estava fazendo curso de francês escutei bastante coisa até (coisas clássicas como Piaf, mas especialmente rock atual em francês feito na França). Das bandas francesas, a que eu mais gostei foi Deportivo.

Mas apareceu agora mais uma banda da qual eu virei fã, na verdade não é uma banda, é uma cantora, que se auto intitula YELLE.

Yelle
Yelle

YELLE é um acrônimo para You Enjoy Life2. Ela surgiu em 2006, e como é de praxe nesse milênio, se tornou famosa a partir da Interntet, mais especificamente a partir do MySpace.


Capa do CD

Ela lançou até agora um cd só, o pop-up. É um cd de eletro-pop muito legal (isso que eu nem gosto muito desse estilo). A música hit é Je veux te voir (Quero te ver). Além da música ser muito boa, o clip é muito bem feito, ULTRA colorido (as cores inclusive me lembraram um pouco a estética do seriado Pushing Daisies).

Pelo clip também deu pra ver que Yelle é linda, muito style a mulher. Adorei.

Outro clipe legal dela é dessa versão remix de A cause des garçons (por causa dos garotos). A dança que o cara faz é muito hipnotizante. Curiosidade: essa música fez parte da trilha sonora do jogo Need for Speed da Eletronic Arts.

Se você já conhecia ou começou a gostar, a notícia boa é que Yelle vai tocar em São Paulo dia 30 de setembro desse ano (2008), depois de uma turnê pelos Estados Unidos inteiro.

Aqui uma entrevista (em inglês) dela dada durante o festival de Coachella.

PS: Ok, o título foi apelativo, vá no show da Madonna sim se você tem dinheiro e paciência pra aguentar muita fila. Mas vá no da Yelle também. A cantora é o máximo.

Momento cultural: A palavra software em Português

Vocês sabiam que existe uma palavra em português para a palavra em inglês software? Não, não é programa. Software em português é logiciário. Vem do francês logiciel. Como todo mundo já sabe, os franceses (ao contrário dos japoneses) evitam usar estrangeirismos. Por isso, lá inventaram essa palavra para descrever software. Hardware na França chamam de matériel. Faz sentido: matériel significa material, ao passo que logiciel tem a mesma raiz que a palavra lógico. Claro, o hardware é o material, e o software é a parte lógica.

Engraçado que ninguém no Brasil, e nem mesmo em Portugal, onde valorizam mais a língua portuguesa, conhece logiciário. Menos mal, porque a palavra é muito feia : P

Por sinal, aqui um post que fala sobre estrangeirismos muito legal.

Treine e pratique francês pela internet

Como já disse em outros posts, francês é uma língua que precisa ouvir muito para aprender as nuances e os diferentes sons. Especialmente por haver sons bem estranhos, às vezes anasalados, guturais, etc. Bom, esse post tem o intuito de passar alguns sites interessantes com aulas para o aprendizado da língua da Amélie Poulain e Edith Piaf. Já indiquei uma vez o podcast do French Ecole em outro post, mas não custa lembrar que é bom. O que eu ainda não indiquei são os videos desse site . Assisti a um deles (aula 90, sobre galáxias e estrelas) e realmente são bem interessantes. Várias palavras são mostradas na tela e pronunciadas pelo narrador, que é bastante engraçado. Ótimo para iniciantes e intemerdiários além de serem bem pequenos (15 mega) e curtinhos, até porque ninguém quer gastar horas para aprender uma língua estrangeira (a menos que você tenha que ir pra França em breve).

La France …

No blog do Rodrigo Correia, ele recomenda o site e podcast Français Facile. Infelizmente esse eu ainda não tive tempo pra testar, mas pelo que ele diz no blog parece bastante bom.

E por fim, como dicionário eu sempre uso o lexilogos.

Au revoir e bons estudos !!!

Expressões idiomáticas, pronúncia e minúcias do inglês

Já estive nos Estados Unidos 2 vezes, ambas na Disney, em Orlando (um hora farei um post sobre porque a disney é o melhor lugar do mundo). Ficar nos EUA, mesmo que por pouco tempo, me ajudou muito a melhorar o inglês (além de ter me ensinado que cheesecake não é feito de queijo, mas sim de chocolate).

Por exemplo, mesmo com alguns anos de curso de inglês aqui no Brasil, nunca consegui aprender a maldita pronúncia do ‘TH’. Nunca consegui pronunciar think, through, e qualquer coisa com TH decentemente. Mas trabalhando quase 3 meses na Disney, de tanto dizer thanks para os guests (visitantes), e mesmo de ouvir thanks duzentas milhões de vezes, de repente, como num passe de mágica, o TH saiu naturalmente. Era como se meu cérebro tivesse finalmente assimilado aquele novo som.

A chave de ouro aconteceu quando um amigo nosso, que era americano, comentou comigo e com meus amigos que muitos brasileiros não conseguiam fazer o som de TH. Ele então pediu para nós falarmos thanks. E quando eu disse ele elogiou a pronúncia.

Mas o interessante da viagem foram as várias palavras e expressões que eu não costumava muito a ouvir no meu curso de inglês.

Por exemplo, ouvia muito os americanos dizendo I’m glad ao invés de I’m happy. Isso me intrigava. Me intrigava tanto que uma hora perguntei porque eles usavam glad, qual era a diferença. Esperava ouvir uma diferença sutil mas nem isso. O americano simplesmente disse: “é a mesma coisa”. Decepcionante : P

Epcot Center, o meu parque

“It’s up to you” é outra expressão que eu ouvia bastante e significa algo como “só depende de você”. Outro detalhe legal é como os americanos chamam buffet livre ou rodízio: são os “all you can eat restaurants”. Comprido e simplista. Mas o pior são as palavras que só os americanos, ingleses, jamaicanos e demais falantes nativos de inglês notam a diferença. Dead e Dad, Pen e Pan, etc. Cheguei a perguntar a diferença, e para eles era nítida. Infelizente o tempo que eu fiquei lá não foi suficiente para eu notar essa diferença “gritante”. Mas já fiquei feliz tendo aprendido o TH mesmo : P

Mas o motivo que me levou a escrever esse post foi a nova expressão idiomática que aprendi com o seriado Desperate Housewives. “No strings Attached”. Já tinha ouvido muitas vezes essa expressão nos EUA, mas nunca corri atrás pra saber o que era. Pior que não tinha nem idéia do que podia significar. “Sem cordas colocadas” certamente não era : P

Mas então, graças ao seriado, descobri o que é. Significa “sem compromisso”. Tipo “faça isso, não precisa prometer nada, sem compromisso”.

Deportivo e o rock francês

Umas dos fatores que mais colaboram para o aprendizado de uma língua estrangeira é o convívio com ela fora de sala de aula. Quero dizer, escutar música, assistir filmes, jogos, enfim, qualquer meio que utilize a língua estrangeira. Especialmente quando está associado ao lazer. Tendo esse convivio, meio que se aprende naturalmente. Apesar de ter estudado inglês durante mais de 3 anos em cursos regulares, acredito que se não fosse os filmes, Internet, músicas e games, precisaria de pelo menos outros três ou mais pra chegar no nível que cheguei.

Mas eu realmente só me dei conta da importância que o convívio extra-classe tem quando comecei a estudar francês. Dei-me conta que eu não assistia filmes em francês (exceto Amélie Poulain, mas é que esse filme é pop : P), não escutava músicas nessa língua, em suma, não precisava do francês (e na real não preciso até hoje).

Mas eu acho francês legal (assim como japonês, mas isso é assunto pra outro post), então resolvi correr atrás de material francófono. Graças a isso, busquei e assisti a alguns filmes como A trilogia das cores de Kieslowski e Bem me quer mal me quer com a Audrey Tautou. Todos recomendados. Mas filmes franceses é fácil achar, afinal o cinema francês é conhecidíssimo e elogiadíssimo. Agora e quanto a música ?

Deportivo
A banda

Na minha aula a professora sempre levava uma musiquinha, mas era sempre Edith Piaf ou esses cantores antigos clássicos. Adoro a Edith e sua la vie em rose mas eu gosto mesmo é de rock. Pois então, o que afinal é bom em matéria de rock produzido na França ? Responder a ess pergunta é um pouco difícil mas posso falar de uma banda que muito me agradou de lá: chama-se Deportivo (sim o nome é em espanhol mesmo). São três caras que fazem um rockzinho muito legal, muito animado. Até hoje só lançaram um cd, o Parmi Eux. Meio difícil de encontrar ai pela internet mas vale a pena o esforço. Bem interessante e ótimo pra acompanhar as letras e tentar cantar. Destaque para as músicas 1000 moi-même e parmi eux.