A difícil vida de adolescente histérica dos anos 90

Você, adolescente que hoje tem acesso a tudo sobre seu ídolo, de graça, sem custos, a apenas um clique de distância, não sabe como era a vida da adolescente há não muito tempo atrás.

Opa, não tanto tempo assim atrás.

Mas depois falam que as adolescentes de hoje são mais loucas que as de 10, 20 ou 50 anos atrás … a única diferença é que hoje é mais documentado.

Bom, no meu tempo de adolescente, a moda músical pode ser resumida em 3 bandas:

1. Os Backstreet Boys (e seus derivados como N’Sync)

2. Hanson

3. Spice Girls

No mundo dos atores, a febre era Leonardo DiCaprio.

Fazendo um paralelo com o mundo atual, o ator é Robert Patinson, como nossa amiga Kirsten Dunst já fez a comparação. Na música, Restart e Jonas Brothers (ou sei lá mais quem, Luan Santana, Cine, tem tanta banda fazendo sucesso que já nem sei mais qual é a top top)

Hoje em dia, é tão fácil ser fã, não precisa nem comprar o CD da sua banda favorita, é só digitar no computador e você tem um videozinho, tem uma foto, tem as músicas, tem o show completo.

Agora, adolescente, imagina sem internet, como ser fã?

Vou contar como era. Primeiro, comprar o CD da banda era obrigação. CD é aquele disquinho redondo com um furo no meio que toca as músicas, não tinha iPod e tal sabe : P

Só no CD, era tipo 25 reais que se iam. A grande graça era escutar as músicas lendo o encartezinho com as letras das músicas (porque nao tinha sites com as letras, quer dizer pode até ser que tinha, mas quase ninguém tinha Internet mesmo).

E fotos do seu ídolo? A solução era as famosas pastas. Toda adolescente tinha a sua. Você comprar duzentos Caprichos, Atrevidas, Todateen, enfim, e recortava as fotos do ídolo, reportagens, tudo, e guardava as páginas na pastinha preta. Depois levava na escola e se exibia pra todo mundo : P

Nas revistas eram infinitos reais que se gastavam, mas sempre valia a pena.

E pra assistir aos clipes? Sem Youtube, existiam duas maneiras. A primeira era ficar vendo MTV o dia todo e gravar quando passasse. A segunda, era comprar as fitinhas que as revistas adolescentes vendiam. Só que essas eram sempre meio caras. Dai quando uma amiga comprava … era reunião na casa dela pra assistir e ficar discutindo qual era o BSB mais gato (não achava nenhum muito gato), a música favorita dos Hanson (Mmmbop óbvioooo), qual Spice Girls você se identificava mais (Emma e Mel C), etc.


Eu tinha algumas !!! Pena que toquei tudo no lixo.

E pra encontrar outros fãs fora o círculo de amigos? Fã clubes !!! Nunca cheguei a fazer parte de um porque eu achava meio imbecil, mas era super in na época.

E no caso do Leo DiCaprio, a graça era ver todos os filmes que ele tinha feito pré-Titanic. E se chocar com o beijo gay em Eclipse da Paixão, discutindo com os trolls que ele não era gay !


Atuação gente, só atuação.

Bons tempos, por isso que não julgo as Crespuculetes, e fãs ensaidecidas por Restart.

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7 Clipes que eu gosto

Tava assistindo uns clipes e resolvi postar 7 deles que eu gosto muito (não necessariamente os melhores ever).

1. Franz Ferdinand -> Can’t stop feeling -> A montagem do clipe é ótima. Conheci o clipe pela Bruna.

2. Foo fighters -> Walking after you -> A Tati do respeite meus mullets fez eu conhecer esse clipe. Acho ele tão love.

Link aqui porque o youtube não deixa colocar direto no blog.

3. Placebo -> Bitter End -> Adoro quando tá tudo explodindo ! Também gosto bastante do clipe de This picture, ambas músicas do cd Sleeping with Ghost.

4. Blur -> Coffee and TV -> Quem não simpatiza com a história dessa caixinha de leite?

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5. Crazy -> Aerosmith -> Inspirado no filme Thelma e Louise. A Liv Tyler e a Alicia Silverstone estão muito novinhas e bonitas nesse clipe.

6. White stripes -> The hardest button to button -> Eles tem muitos clipes bons, mas meu favorito é esse. Os Simpsons até fizeram uma homenagem a esse clipe. Dirigido por Michael Gondry, o diretor de Brilho eterno de uma mente sem lembranças.

7. Bon Jovi -> Misunderstood -> A historinha improvável e o final são ótimos. Link aqui.

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E vocês? Algum clipe legal pra recomendar?

Madonna, Jesus Luz e a solução para o Brasil

Depois da morte de Michael Jackson, a morte pop mais aguardada é a de Madonna, Madonna reina agora sozinha no mundo do pop, quer dizer, Lady Gaga está tentando chegar lá, mas falta muito né? Mas voltando a Madonna, sempre admirei muito a coragem dela de romper dogmas da sociedade. Ela já se vestiu de freira, já foi virgem, já foi lésbica com Britney Spears (e com outras mulheres), já foi praticamente tudo que você puder imaginar.

Nós Brasileiros passamos a bisbilhotar e se interessar ainda mais pela diva do pop depois que ela começou a criar pegar o brasileiro Jesus Luz. Mas a relação, às vezes conflituosa, de Madonna com o Brasil vem de muitos anos. Ela protagonizou, em entrevista com outra loira brasileira cinquentona que também é chegada num garotão, um duelo de titãs. Foi na entrevista sensacional que ela concedeu em meados dos anos 90 à Gabiherpes Marília Gabriela. O inglês precário de Gabi junto com as respostas lacônicas e monossilábicasde Madonna tornam a conversa bizarra, chegando ao ponto da Gabi implorar por respostas melhores e Madonna se desculpar.

Como deu pra ver, a cantora americana fica até mostrando que é, ou parecendo, chata em certos pontos da entrevista. Mas na real ela é legal. Além de adotar crianças da África, ano passado, por exemplo, ela esteve no Brasil e o motivo não foi apenas pegar ‘visitar’ Jesus. Ela esteve aqui para angariar doações de brasileiros ricaços para a ONG que ela mantém no Rio de Janeiro. Em apenas um jantar com o megamilionário Eike Batista, no qual Luciano Huck e Angélica também estiveram presentes (de certo só pra tietar a Madonna, mas isso não vem ao caso) a cantora consegui arrecadar 7 milhões de dólares do Eike para ajudar as crianças de nosso país de sua ONG. Pra se ter uma idéia, isso é mais que toda a soma que o Criança Esperança, o programa comandado por Renato Aragão, recebeu ano passado. Tipo, num jantarzinho casual de nada, a Madonna arrecadou mais que um dia inteiro de shows na Rede Globo no qual os artistas brasileiros passam o dia todo pedindo doações. E vocês achando que o Criança Esperança resolvia muita coisa.

Conclusões:

1. Se o Didi Mocó fosse a Madonna, as crianças brasileiras estariam salvas a muito tempo.

2. Os modelos brasileiros gostosos bonitos amassem seu país e fossem patriotas de verdade, eles namorariam cantoras ou atrizes estrangeiras ricas com tendências de ajudar os mais necessitados. Ou seja, Paulo Zulu, Rodrigo Santoro e outros gatos só gatos do Brasil deveriam, por exemplo, fazer Angelina Jolie dar um pé na bunda de Brad Pitt e namora-la.

Semelhanças entre Beatles e Franz Ferdinand

Entre meu top bandas favoritas, certamente Beatles e Franz Ferdinand fazem parte. Observando melhor eu comecei a notar que elas tinham algumas semelhanças. E dai surgiu essa listinha de 7 coisas em comum. Pra entrar no clima da lista, It won’t be long dos Beatles cantada pelo Franz Ferdinand.

Estranho ou legal?

Eis a lista:

1. Ambas são da ilha do rock, o Reino Unido.

2. Ambas têm músicas cantadas em alemão (Tell her tonigh em alemão do Franz e I wanna hold your hand and She loves you em alemão dos Beatles)

3. Ambas as bandas tem um integrante chamado Paul (Paul Thomson, o bateirista do Franz Ferdinand e Paul McCartney, baixista dos Beatles)

4. Ambas tem músicas com mulheres chamadas Eleanor no título (Eleanor put yout boots on do Franz Ferdinand e Eleanor Rigby dos Beatles)

5. Ambas usavam/usam ternos e roupas sociais para tocar nos shows (pelo menos inicio da carreira dos Beatles)

6. Ambas são bandas com 4 integrantes.

7. As duas bandas têm músicas que mencionam garotas de 17 anos (Jacqueline do Franz Ferdinand e I saw her standing there, dos Beatles)

Conseguem pensar em mais alguma semelhança pra eu colocar na lista ?

Show do The Beats com Pete Best

Quem é fã dos Beatles e tem a oportunidade de ver o show dos The Beats, não perca a chance, o show é único. Eu por exemplo quase perdi a chance. Começou que ninguém que eu conhecia queria ir no show, até porque o ingresso mais barato era 60 reais, e mesmo sendo uma banda cover dos Beatles, ainda é cover, e muita gente acha caro pagar 60 reais pra ver banda cover (preço do ingresso mais barato). Mas estavam mais que enganados, o show valia muito mais.


Ingresso do show

Então, no próprio sábado, dia do show, decidi que iria. Fui numa loja Multisom comprar meu ingresso só que não tinha mais. Pensei, hum, vou chegar umas 2 horas antes de começar o show e comprar.

Antes de ir pro show fui no mercado, onde tinha um caixa eletrônico para sacar dinheiro. Nisso eu esqueço minha carteira em cima do caixa eletrônico ! O problema é que só me dei conta uns 5 minutos depois. Sorte que uma pessoa honesta pegou e deu ela pra um guardinha. Adrenalina alta até achar a carteira.

Bom, depois disso fui pro teatro do Sesi, local que aconteceria o show. Chegando lá, uma fila pra comprar ingressos. Pergunto pra vendedora se ainda tinham ingressos e eles ainda iriam ver se tinha. Depois de uma hora na fila, alguns ingressos surgem e eu consigo comprar o meu, platéia alta, 72 reais, com 10% de desconto pelo clube do assintante da Zero Hora.

Qaunto ao público, era eclético, desde crianças, até aqueles velhinhos rock ‘n roll. Tinha também um monte de gente super arrumada e gente de camiseta da banda.

Quanto ao show, fantástico. O show é dividido por épocas, não cronológicas. Por exemplo, começou com as músicas do Magical Mistery Tour e aquelas roupas dessa época, depois foi pro Sgt Peppers, ai foi pro Abbey road, até que no final do show, as músicas do início da carreira foram cantadas. E entre cada época, um video sobre os Beatles ou The Beats era mostrado. Videos bem interessantes, embora as legendas fossem podres e mau traduzidas.

Como depois do Help, os Beatles não fizeram mais turnês de shows, quase ninguém teve a chance de ver eles tocando suas músicas da metade da carreira em diante. Pelo menos eu tive a chance de ver com a banda mais parecida possível : )

E são parecidos mesmo ! Claro, eu não sou especialista na banda, mas pelo menos essa pessoa aqui, que viu o primeiro show dos The Beats em Porto Alegre (o show que era sem a participação o Pete Best), achou a banda bem fidedigna, embora pra ele o Paul não fosse muito convincente (pra mim foi : P). Roupas iguais as utilizadas por eles, os mesmos instrumentos, etc.


Pete Best com os Beatles de verdade

Outra coisa legal é que foi um show de 2 horas e 40 minutos de duração. Pra mim que tava acostumada a pagar às vezes 100 reais pra ver shows de pouco mais de 1 hora foi gratificante ver um show com uma duração decente (embora o tempo tenha passado voando e parecido que foi 1 hora).

E tem o teatro do Sesi né, que é de longe o melhor lugar no qual eu já assisti um show. Tipo, até então o melhor lugar era o Teatro do Bourbon Country, mas esse teatro do Sesi colocou o do Bourbon no chinelo. Da platéia alta dava pra ver tudo muito bem, sem ser longe demais.

Mas claro, deixei a grande parte do show pro final, a participaçaão do Pete Best. Pra quem não sabe, Pete Best foi o bateirista dos Beatles no início da carreira, mas um pouco antes de eles realmente ficarem famosos, expulsaram o pobrezinho e colocaram o Ringo Starr no lugar dele, o que é uma pena, porque o Pete era o mais bonitinho da banda e colocaram o Ringo que é o mais feio de todos de longe : P


Vai dizer, era o mais bonitinho né

Nossa, o Ringo tem sorte né, entrou bem quando eles tavam quase estourando. Mas voltando, quase no final do show, Pete Best entrou no palco e foi ovacionado pela platéia, que aplaudiu de pé. Dai houve uma minientrevista com ele. A melhor parte foi quando perguntaram:

O que você acha de John Lennon? Pete responde: Um gênio.
O que você acha de Paul Mcartney? Um gênio.
O que você acha de George Harrison? Um gênio.
O que você acha de Ringo Starr? Um bateirista : P

Ele foi muito bem humorado, irônico, não pareceu rancoroso como dizem que ele é, etc. Adorei. Claro que no final do show, ele tocou a bateria no lugar do Ringo Cover em 2 músicas ! E ai pelo menos 1 quarto da banda já não era mais cover, era original : )


Pete Best com The Beats

O McFly, a banda, não o Marty

Depois de falar sobre os Jonas Brothers, agora é a vez do McFly. Banda inglesa que pessoalmente, acho incomparavelmente bem melhor que os Irmãos Jonas.

Já começa pela formação, quartetos quase sempre são mais legais que trios. Claro, embora não sejam uma Amy Winehouse ou um Pete Doherty, eles honram suas raízes inglesas e não estão nem aí pra anel de castidade.


Inglesa roots


Inglês roots

Também não são feinhos que nem os Jonas Brothers.

E por fim, eles escolheram como nome de banda, o sobrenome de um dos caras mais legais do universo, e que fez o melhor cover de Johnny B. Good de todos os tempos, Marty McFly.


My hero no baile Encanto submarino.

Mas falando sério, a banda os caras são bem talentosos, e algumas músicas até sofisticadas.

Eles lançaram 3 cds de estúdio até agora: Room on the 3rd Floor (bom), Wonderland (bom) e Motion in the Ocean (ignorem esse cd, é ruim, não escutem nada daqui, de certo, eles fizeram só pra ganha dinheiro fácil).


Merece um download (ignorem as capas dos cds).


Deram uma leve experimentada e se deram bem.


Estragaram tudo.

Como eles já emplacaram 200 milhões de músicas como top 1 na Inglaterra, eu não sei dizer bem ao certo qual é o hitzinho deles. Mas seguramente, pode-se dizer que a música que os elevou ao estrelato foi Five colours in her hair, que tem um riffzinho bem legal, mudanças de ritmo, em suma, é boa.

Ah sim, ignorem também os clips meio nada a ver da banda e concentrem-se na música.

Eles também tem That Girl, que é pop, mas tem uma sonoriedade diferente, meio antiguinha.

Met this Girl também é bem longe do pop podre que alguém poderia esperar de uma banda adolescente.

Só falei das músicas do primeiro album deles, mas o segundo é bastante bom também. She falls asleep pt1 e pt2 do segundo cd, é bem diferente dos rótulos que eles receberam, assim como Don’t know Why. Em Ultaviolet, tal como os Beatles, eles usam uma Cítara pra tocar, aquele instrumento indiano que George Harrison amava. Não que baste botar uma cítara, ou qualquer instrumento diferente style pra mostrar que você é bom, mas igual isso mostra que eles estão interessados em testar outros sons que não o habitual guitarra-bateria-baixo.

A despeito do nome da banda, eles têm futuro.

Jonas Brothers para leigos (e os Hanson)

Como já faz um tempo que eu deixei de ler a revista Capricho, eu não estou mais tão por dentro das bandas modinhas do momento. Mas graças à Oprah Wifrey, fiquei sabedo que Jonas Brothers é a banda sensação da atualidade entre as adolescentes. Depois, até matéria no Fantástico passou, e vocês sabem né, quando alguma modinha aparece no Fantástico, é porque já é moda há muito tempo e você está atrasado. Aí a matéria:

Pra quem ainda não sabe, O Jonas Brothers é um trio americano de irmãos chamados Joe, Kevin e Nick.

No meu tempo, as bandas sensações eram as Spice Girls, Backstreet Boys e os Hanson. Embora Kevin e Nick sejam nomes iguais a de dois integrantes dos Backstreet Boys, acho que dá pra fazer um paralelo melhor de Jonas Brothers com os Hanson (banda que muito apreciava aprecio). As semelhanças são muitas. Os Hanson também são um trio e são irmãos que usam o sobrenome como nome da banda. Os Hanson nunca foram muito bonitinhos (Ok, depois que cresceram até ficaram) e o mesmo vale pros Jonas Brothers, já que podem não ser feios, mas pra belos também não servem.


Fazem sucesso e não são emos.

Além disso, eu lembro que na época, os Hanson eram tachados de homossexuais, gays, e viadões porque eles não tinham namorada, não iam pras baladinhas, não se drogavam, em suma, eram super filhilhos de papai e super corretos (e no fim revelaram-se heterossexuais, e já tem 200 filhos, tá seus invejosos da época : P). Os Jonas Brothers são a mesma coisa. Eles até usam um anel de castidade o qual eles nunca discutem sobre, sempre pedindo pra repórteres evitarem perguntas a respeito. Não sei porque, se são tão orgulhosos da posição que eles tomaram a ponto de divulgar isso com um anel, porque não podem falar a respeito? Eu acho bonito ter seus próprios valores especialmente num mundo onde quem é pegador é visto como bem sucedido.

Quanto a música, eles lançaram 3 cds até hoje (It’s about time, Jonas Brothers e o A little bit longer), mas estouraram mesmo com o segundo. O hit é Burnin’up. Não é grande coisa, mas se você escutar umas 3 vezes, o ritmo dela gruda na cabeça.

O outro hit mais baladinha é When you look me in the eyes. Clipe em preto e branco e tal, tipo Save me dos Hanson.

E por fim, SOS, a música que eu prefiro deles:

São tantas semelhanças que o destino deles deve ser o mesmo dos Irmãos de Tulsa (a.k.a Hanson), o ostracismo quase completo.