Robôs criativos são possíveis?

Filmes como Inteligência Artificial de Steven Spielberg, ou o Exterminador do Futuro sempre despertam questões como se softwares e robôs um dia serão mais parecidos com os seres-humanos. Depois de assistir a uma entrevista com Marvin Minsky, diria que a resposta é sim. Por exemplo, algo bastante inerente aos humanos, como criatividade pode sim ser emulado.

Marvin Minsky é o maior pesquisador de Inteligência Artificial e considerado um o pai da área. O mais interessante não é apenas a pesquisa dele propriamente dita mas também suas idéias. Por exemplo, numa entrevista dada por ele que eu assisti em aula certa vez (que eu não achei no youtube pra linkar), ele é perguntado sobre o que é criatividade e se computadores podem tê-la. A resposta dele é genial. Ele diz que criatividade é fácil de recriar. Basta tentar todas as possibilidades. Por exemplo, se eu pintar todos os possíveis quadros numa folha, de digamos, tamanho A4 (o que é possível, apesar de inviável, devida a grandiosamente absurda quantidade de possibilidades), certamente sairão Monalisas, e outros quadros “criativos”.

Ou seja, um robô pode ser criativo, basta ele ir criando quadros exaustivamente na sua memória (mudando pixel por pixel), e ter uma boa função de avaliação para dizer se aquele quadro é bom ou ruim. Ou melhor ainda, o robô possuir uma boa heurística para poder de cara descartar os quadros que certamente são ruins, como um quadro todo branco.

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Minha primeira viagem para o Rio de Janeiro

Conforme indicado nesse post sobre asa-delta, fui para o Rio de Janeiro no fim de Abril. Mas não foi minha primeira vez na cidade maravilhosa, e esse post vai comentar minha primeira viagem pra lá.

Foi no fim de julho e inicio de agosto de 2006. Eu era bolsista CNPq do grupo de probabilidade e estatística da UFRGS já fazia quase um ano. Bem nessa época aconteceria a EBP (escola brasileira de probabilidade) e IMS (international meeting of statistics) no IMPA (instituto de matemática pura e aplicada).

Minha professora orientadora conseguiu ajuda financeira para o grupo. Assim, tive a chance de ir para o RJ e participar dos congressos.

A melhor parte é que meu namorado, que também era bolsista, foi (na realidade foi antes até, porque ele foi num terceiro evento, dessa vez sobre série temporais).


Eu na frente do IMPA

Bom, o congresso foi muito legal, muito interessante e proveitoso. Uma ótima oportunidade de ver como estava a pesquisa em probabilidade (e possíveis aplicações na computação), entretanto no quesito turismo praticamente não tivemos tempo de aproveitar a cidade, mesmo ficando uma semana, afinal, congresso ia das 8 horas até as 17. E era bastante cansativo. Os únicos dias que tivemos oportunidade de conhecer a cidade foi no dia que cheguei e no dia de ir embora.

Além disso, choveu todos os dias.

Mas claro, como nossa hospedaria ficava em Copacabana, foi possível conhecer a belissima praia, a fachada dos belos hotéis (como o Copacabana Palace), ir no Cristo Redentor (que ainda não era maravilha do mundo), conhecer o IMPA, passear rapidamente no centro, jogar truco de noite, conhecer o Spolleto (que até então não tinha em Porto Alegre), e comer uma tapioca maravilhosa.


O cantor Vinny e eu bem animada no aeroporto

Então foi uma viagem majoritariamente de estudos. Só deu aquele gostinho da cidade maravilhosa. Por isso, fiquei na expectativa de ir de novo, dessa vez apenas como turista. E a oportunidade surgiu agora no fim de abril de 2008, que contarei num próximo post.

Minhas gafes

Num restaurante árabe (que não era o Habib’s):

– Garçom, poderia me trazer um pastelzinho de Belém?

Daqui a pouco vou achar que quindim e dedo aberto são doces árabes também.

genio do habib's arábe lâmpada
Maldito gênio rindo da minha cara : P

O programa Cocktail

Um dos muitos programas de TV que eu acabei assistindo durante a infância foi o famoso Coquetel. Era um programa que passava no SBT no fim dos anos 80 ou inicio dos 90. Passava mais ou menos umas 22 horas. Era uma espécie de jogo levemente erótico. Dois participantes, um homem e uma mulher, competiam em provas extremamente idiotas nas quais as figurantes do programa acabam invariavelmente mostrando os seios. A prova mais famosa era a das frutinhas. O participante deveria tentar adivinhar qual frutinha a modelo tinha desenhada no seu seio. Antes de mostrar, as modelos cantavam uma musiquinha muito tosca (tuti fruti tuti fruti). Outra prova que eu ainda lembro era essa: o participante que tivesse menos pontos era forçado a fazer um mini strip tease (mas nunca total). Abaixo um video (notem que o programa lembra um pouco o programa Fantasia, possivelmente foi o programa inspirador … também notem os cabelos super anos 80).

O objetivo desse post não é ser saudosista (até porque não tem como ter saudade de um programa desses : P). É comentar sobre a minha percepção do programa na época: eu não via maldade nenhuma nele. Como uma criança pueril e inocente, eu não achava nada demais as mulheres mostrarem os peitos. Na realidade, até me divertia: tentava adivinhar a frutinha e adorava o Mielli, porque ele era super simpático : P. Sim, vocês podem não acreditar, mas era exatamente assim como eu via o programa: como uma inocente competição.

O programa logo saiu do ar, ficou parece que pouco mais de um ano no ar. Quando eu cresci e me dei conta que o programa era na realidade uma mera desculpa mal feita pra mulheres se despirem, ficava pensando, como é que eu não via maldade se era tão óbvia?


imagem desse site

Essa imagem, que até já apareceu no Fantástico, talvez explique: o que você vê? Provavelmente um homem e uma mulher se abraçando. Pergunte para uma criança o que ela enxerga: ela dirá golfinhos. Sim, golfinhos.

Então na verdade, meu comportamento ingênuo em relação ao programa da rede do Sílvio Santos é totalmente comum. Crianças não notam a maldade.

Nisso chego a conclusão de que cenas mais fortes em animes, desenhos animados e novelas não devem preocupar os pais. A maldade está em nossos olhos, não no das crianças.