Cybercops

Eu era sou fanática por seriados de heróis japoneses. Jaspion, Jiban, Jiraya (nossa, tudo com J), Patrine, Flashman, Black kamen rider, Solbrain, Metalder, em suma, todas esses que passavam (a maior parte deles) na falecida e saudosa rede Manchete.

Vendo um post do Leite de Vaca, sobre os uniformes para jogar tênis do futuro relembrei de Cybercops. Um dos meus top 5 tokusatsu (é como esses seriados de heróis japoneses são denominados, da mesma forma que a palavra anime denomina os desenhos japoneses). Certamente, a melhor abertura de qualquer tokusatsu, tanto pela música como pelas imagens em si. Adoro a ceninha deles caminhando juntos no início : P

Basicamente podemos separar os tokusatus em duas categorias: super sentai e metal hero. Super sentai são aqueles seriados no qual temos em geral 5 integrantes, cada um de uma cor. Exemplos são Flashman, Changeman e os famigerados Power Rangers. A outra categoria, o metal hero, são heróis com roupas metalizadas como Jaspion, Winspector e Jiban.

Cybercops já é diferente por ser difícil de classificar em uma dessas categorias (embora esse site especializado tenha dito que é um henshin hero, o que eu discordo), Você pode dizer que é sentai porque cada armadura tem uma cor, mas ao mesmo tempo pode dizer que é metal hero porque as armaduras estão muito mais pra um Jaspion do que pra um Changeman.


Um cosplay quase perfeito no Animesul

Na época que eu assistia, meu favorito era o Júpiter (por ser o principal). Hoje em dia, prefiro o Marte, por ser o mais bonitinho (por sinal, como os outros eram feios) e mais revoltado por assim dizer, e também a Tomoko, porque mesmo fraquinha, sem ter armadura e tal, era a mais inteligente, divertida e animada. Além disso, uma das personagens mais bonitas de todos os tokusatsus (fãs de japonesinhas peladas e sem roupa – venham paraquedistas do Google – devem ter sonhos com ela até hoje). E ainda por cima, ela era quem manipulava o computador na parte da transformação deles, e todos sabem que garotas que trabalham com computadores são sempre as mais interessantes : P

Notem que a transformação deles só podia ser feita nessas cabines, o que dava um ar de realidade maior (não era que nem Jiraya, em que ele guardava a armadura não sei aonde)

O que eu gosto nesse seriado é que além das armaduras serem muito legais (inclusive a dos vilões), existem vários elementos diferentes dos seriados desse tipo. Exemplos: os heróis tem uma bandinha de rock (eles tocam nas horas vagas e a Tomoko é a vocalista), existem problemas como inveja (no relacionamento entre Cyber Júpiter e Cyber Marte), rivalidades (entre Júpiter e Lucifer … sim, naquele tempo os anti-hérois podiam ainda ter nomes de demônio sem a dublagem alterar : p) um leve romance (entre Takeda e Tomoko), tem os cybercards (por sinal eu tenho um que comprei no animecon!!!), tem aqueles tubos sensacionais por toda a Tóquio que trazem armas para os hérois, e essas mesmas armas conectavam na armadura de forma muito legal, etc.

Abaixo, o encerramento do seriado, com a Tomoko (Mika Chiba) cantando a música Shooting star (com aquele inglês de japonês ótimo na parte “I want to be a shooting star”).

Além disso, existem episódios antológicos, como aquele em que destroem a base inimiga, o episódio em que invadem a base dos cybercops, o episódio com o clone dos heróis, e principlamente, todo aquele mistério envolvendo viagem no tempo com o Takeda e o Lúcifer. Por sinal, o elemento viagem no tempo foi muito bem inserido nesse seriado.

Claro, nem tudo são flores: os efeitos especiais desse eram horríveis. Beirando o ridículo de tão podres. Até fãs desses seriados que já estão acostumados com os defeitos especiais achavam esses especialmente ruins : P

Pra não variar, o episódio final desse seriado nunca foi exibido no Brasil mesmo tendo sido dublado e os seus direitos comprados, isso porque a Manchete tinha esse péssimo hábito: eles exibiam e repetiam a série exaustivamente e nunca exibiam o episódio final, pois assim, as pessoas teriam que ficar vendo as reprises até o dia em que passasse o episódio derradeiro. De fato, com crianças a técnica funcionava, porque eu assisti 50 milhões de vezes os episódios. Só que, no caso de Cybecops, eles foram tão sacanas que nunca exibiram o episódio final !!! Eu queria tanto assistir. Esse episódio foi colocado no youtube em 3 partes, viva o youtube

Uma das frustações dos fãs de Cybercops é que nunca lançaram brinquedos deles. Tinha bonequinho do Jiraya (até uns carros que ele nem tinha lançaram em brinquedo), do Jaspion, Winspector, Kamen Rider, mas não tinha nada de Cybercops. Nem bonequinhos.

Abaixo, brinquedos lançados só no Japão, perfeitos como sempre:

Bom, não sei como terminar esse post, então, fiquem com a abertura dele mesmo, em japonês, exatamente como passava no Brasil (felizmente, a Manchete, acho que por ser pobre, não mandava adaptar todas as aberturas). Existe uma versão em português no youtube, mas como eu nunca vi ela passar na TV, acho que foi feita por fãs. Aviso que é ruim de doer.

Aqui, guia de episódios.

Nossa, que texto longo … como eu me empolgo quando falo desses seriados : P

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Sérgio Mallandro

Um dos programas que marcaram a infância de muitas pessoas foi o programa do Sérgio Mallandro. Um programa infantil difenciado, apresentado por um homem e não por uma loira (se bem que a Mara Maravilha não era loira, whatever).

O melhor do programa nem eram as provas ou os desenhos, era uma das provas especificamente: a porta dos desesperados.

Nesse post da Ana do Olhômetro, ela descreve exatamente como era a prova: 3 portas, 2 com monstros (ou anões bizarros) e uma com um prêmio. Ou melhor ainda, MUITOS prêmios. Ao contrário de outros programas como o da Xuxa, em que você ganhava um joguinho ou outro, na porta premiada haviam VÁRIOS jogos, ou coisas legais como video game e bicicleta. Eram prêmios bons mesmo (pra uma criança). O que aumentava ainda mais o desejo de ganhar.

Mas como eu disse, nas portas sem prêmios, podia ter monstros. Como assim monstro? Um cara vestido de monstro (tipo com aquelas máscaras de carnaval ou halloween) que começava a pular alopradamente na frente da criança, já totalmente arrasada por ter perdido.

Pois então, um dia assistindo o programa com meu irmão mais velho, pergunto para ele:

– O que a criança faz com o monstro depois que o programa acaba ?

– Leva pra casa né.

– Tá, mas se eu for pra lá e perder, então, vou ter que levar esse bicho pro meu quarto?

– Isso. E o pior é que ele fica demolindo e bagunçando o quarto todo.

– *chocada* Que horror, não quero mais participar desse programa, tipo, tu tem mais chance de ganhar o monstro do que os prêmios.

Notem que meu irmão adorava pregar peças em mim, e notem também que eu acreditava : P

Desse dia em diante, nunca mais quis participar dessa prova.

Lost versão Friends

Nesse video, temos uma abertura de Lost criada por um fã, mas seguindo o estilo da abertura de Friends. Ficou muito bom. Legal foi que a pessoa que fez se deu o trabalho de pegar só as cenas engraçadas e animadas de Lost, o que fez esse seriado ficar muito parecido com uma sitcom.

Já nesse video, pegaram algumas cenas de Lost que em principio nem tinham muita graça, mas colocaram aquelas risadas típicas de sitcom, e ficou parecendo tanto uma que ficou muito engraçado.

Robôs criativos são possíveis?

Filmes como Inteligência Artificial de Steven Spielberg, ou o Exterminador do Futuro sempre despertam questões como se softwares e robôs um dia serão mais parecidos com os seres-humanos. Depois de assistir a uma entrevista com Marvin Minsky, diria que a resposta é sim. Por exemplo, algo bastante inerente aos humanos, como criatividade pode sim ser emulado.

Marvin Minsky é o maior pesquisador de Inteligência Artificial e considerado um o pai da área. O mais interessante não é apenas a pesquisa dele propriamente dita mas também suas idéias. Por exemplo, numa entrevista dada por ele que eu assisti em aula certa vez (que eu não achei no youtube pra linkar), ele é perguntado sobre o que é criatividade e se computadores podem tê-la. A resposta dele é genial. Ele diz que criatividade é fácil de recriar. Basta tentar todas as possibilidades. Por exemplo, se eu pintar todos os possíveis quadros numa folha, de digamos, tamanho A4 (o que é possível, apesar de inviável, devida a grandiosamente absurda quantidade de possibilidades), certamente sairão Monalisas, e outros quadros “criativos”.

Ou seja, um robô pode ser criativo, basta ele ir criando quadros exaustivamente na sua memória (mudando pixel por pixel), e ter uma boa função de avaliação para dizer se aquele quadro é bom ou ruim. Ou melhor ainda, o robô possuir uma boa heurística para poder de cara descartar os quadros que certamente são ruins, como um quadro todo branco.

Quando deixamos de ser criança

Sabe quando deixamos de ser criança? Quando as modinhas entre as crianças não nos atraem mais. Tipo, agora há pouco tempo, a modinha da televisão era a novelinha Rebelde do SBT, também conhecida como RBD. Também foi o filmezinho da Disney conhecido como High School Music.

Agora temos (entre as meninas pelo menos), o tal do seriadinho da Hannah Montana.

Eu só sei que esses negócios existem. Não sei quase nada sobre eles.

Claro, tem vários desenhos direcionados ao público infantil que eu acho legais, mas essas modinhas fortes, que no passado eu sempre estive atenta, deixaram de me chamar a atenção … ou talvez eu tenha só ficado mais ocupada mesmo : P

Bom, fiz uma pesquisinha na internet pra descobrir sobre o que trata esses sucessos. Rebelde eu já sabia que era a novelinha que passava no SBT, que é uma espécie de colégio interno onde acontece alguma coisa (provavelmente namorinhos e briguinhas), e ficou famosa especialmente pelas músicas grudentas chatinhas, e também pelos uniformezinhos cópia de seriado japonês.

High School musical até onde sei, é só um filme que ficava passando a exaustão no canal da Disney, e também é composto de um monte de musiquinhas. Escutei umas e até parecia divertidinho.

Já Hannah Montana eu não sabia nada. Só fiquei sabendo do sucesso por causa da revista Veja (e quando a Veja fala de um seriado infantil, é porque o negócio já é sucesso faz um tempão entre as crianças). Descobri que é um seriadinho que também passa no canal da Disney, onde a personagem principal, chamada de Miley Stewart (interpretada pela até então desconhecida Miley Cyrus), vive uma dupla personalidade. De dia é uma aluna normal, e de noite uma cantora de sucesso. No meu tempo, de dia os personagens da ficção eram pessoas normais e de noite heróis, mas acho que trocaram para ficar mais verossímil : P

Pelo visto, deve ter muita gente que não gosta desses seriados, porque a página da Wikipedia está sendo alvo de constantes vandalismos.

E conclui-se que sucesso infantil hoje em dia tem que ser musical.

Minha primeira viagem para o Rio de Janeiro

Conforme indicado nesse post sobre asa-delta, fui para o Rio de Janeiro no fim de Abril. Mas não foi minha primeira vez na cidade maravilhosa, e esse post vai comentar minha primeira viagem pra lá.

Foi no fim de julho e inicio de agosto de 2006. Eu era bolsista CNPq do grupo de probabilidade e estatística da UFRGS já fazia quase um ano. Bem nessa época aconteceria a EBP (escola brasileira de probabilidade) e IMS (international meeting of statistics) no IMPA (instituto de matemática pura e aplicada).

Minha professora orientadora conseguiu ajuda financeira para o grupo. Assim, tive a chance de ir para o RJ e participar dos congressos.

A melhor parte é que meu namorado, que também era bolsista, foi (na realidade foi antes até, porque ele foi num terceiro evento, dessa vez sobre série temporais).


Eu na frente do IMPA

Bom, o congresso foi muito legal, muito interessante e proveitoso. Uma ótima oportunidade de ver como estava a pesquisa em probabilidade (e possíveis aplicações na computação), entretanto no quesito turismo praticamente não tivemos tempo de aproveitar a cidade, mesmo ficando uma semana, afinal, congresso ia das 8 horas até as 17. E era bastante cansativo. Os únicos dias que tivemos oportunidade de conhecer a cidade foi no dia que cheguei e no dia de ir embora.

Além disso, choveu todos os dias.

Mas claro, como nossa hospedaria ficava em Copacabana, foi possível conhecer a belissima praia, a fachada dos belos hotéis (como o Copacabana Palace), ir no Cristo Redentor (que ainda não era maravilha do mundo), conhecer o IMPA, passear rapidamente no centro, jogar truco de noite, conhecer o Spolleto (que até então não tinha em Porto Alegre), e comer uma tapioca maravilhosa.


O cantor Vinny e eu bem animada no aeroporto

Então foi uma viagem majoritariamente de estudos. Só deu aquele gostinho da cidade maravilhosa. Por isso, fiquei na expectativa de ir de novo, dessa vez apenas como turista. E a oportunidade surgiu agora no fim de abril de 2008, que contarei num próximo post.

Minhas gafes

Num restaurante árabe (que não era o Habib’s):

– Garçom, poderia me trazer um pastelzinho de Belém?

Daqui a pouco vou achar que quindim e dedo aberto são doces árabes também.

genio do habib's arábe lâmpada
Maldito gênio rindo da minha cara : P