Programas bizzarros: Falando de sexo com Sue Johanson

Um dos programas mais bizarros que já vi passar na TV. É digamos uma versão estrangeira do programa Ponto P que passa na MTV. A diferença é que é uma velhinha canadense (blame Canadá) sexagenária (ou mais) que apresenta. E por incrível que pareça, o programa é sério, educativo e interessante. Talvez justamente pela Sue ser uma mulher de idade, torne ele mais sério. Sue (conhecida também como vovó do sexo) é muito simpática, sem preconceitos e sabe muito do assunto. Como no programa ponto P, atende ligações com dúvidas de telespectadores. Ela responde a todo tipo de pergunta (desde perguntas simples estilo revista Capricho/Atrevida, até algumas mais estranhas, envolvendo taras, perversões, homossexualismo, etc).

Eu achava que era um programa tosco que ninguém assistia, tipo o programa Coquetel, (aquele do Mieli que passava no SBT no final dos anos 80) mas não podia estar mais enganada. O programa de Sue fez tanto sucesso no Brasil (isso que passou só num canal de tv por assinatura) que a aprsentadora já esteve aqui em terras tupiniquins. Nessa ocasião foi entrevistada, por exemplo, pela Marília Gabriela, e até mesmo pelo pessoal do Casseta e Planeta (numa entrevista muito engraçada por sinal).

Quem quiser saber mais sobre ela, aqui um link com uma entrevista.

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Pushing Daisies

Conforme disse nesse post, finalmente meu parecer sobre esse seriado.

O interassante dele é em primeiro lugar a história fantástica que eu não vou explicar, só pra situar, basicamente, é um cara que ressuscita as pessoas com um toque, mas mata elas de novo com outro. Ao ressuscitar seu amor de infância, ele é obrigado a nunca mais toca-lá (pois o preço seria a morte dela). Isso causa situações bastante meiguinhas e muito legais entre os dois, já que são forçados a manter uma relação romântica sem contato direto.

Outro ponto legal do seriado é a fotografia. Cores berrantes, cenários surrealistas, de uma forma muito original e muito bem feita, que se adequou muito com o clima do seriado. Não tem como não se apaixonar e principalmente, não se deslumbrar com todo o cuidado visual que a série teve.

O que me agradou também foi o texto. Os episódios são em grande parte narrados, e o texto dessa narrativa é sempre irônico de uma maneira muito inteligente.

Essa combinação de visual diferentão, texto de qualidade, história fantástica e ousadia (só no primeiro episódio, mesmo que de forma surrealista, mais de 3 personagens morrem) teve um resultado realmente surpreendente, e só por isso o seriado já merece ser visto, mas claro que ele tem alguns defeitos. O seriado segue o esquemão crime do dia, ou seja, acontece um crime, Ned e os demais personagens tentam resolver e acaba. Não vai muito além disso. Mas claro, ainda é cedo pra dizer se ele vai ficar nesse esquemão pra sempre.

Recomendada ! Só não sei se uma série tão diferentona vai ter vida longa. Tomara que tenha.

Neon Genesis Evangelion, o Lost dos animes

Evangelion é um anime (e posteriormente um mangá, contrariando o fluxo natural japonês de primeiro ser feito o mangá e depois o anime) do estúdio Gainax, e dirigido por Hideaki Anno. O anime foi transmitido pela falecida Locomotion aqui no Brasil, mas foi redublada e vai ser transmitida pela Animax.

Ops, você não conhece o estúdio Gainax ? Uma introdução.

A Gainax é um dos mais cultuados estúdios de animação. Da Gainax surgiram diversos animes de bastante sucesso como o bizarrícimo FLCL (pronuncia-se Furi Kuri), Nadia and secret of Blue Water (que eu não cheguei a assistir inteiro), o cultuadissímo Otaku no video, que eu tenho obrigação de ver no futuro, e o melhor shoujo de todos os tempos: Karekano, entre outras obras.

Você também nunca ouviu falar sobre Hideaki Anno ? Ok, outra introdução:

Hideaki anno é o diretor da maior parte dessas obras. A sua característica que o diferencia da grande parte dos diretores de animes é sua tendência a abordar os aspectos psicológicos de seus personagens. Os personagens de seus animes são muito mais profundos e verossímeis do que a grande parte dos da concorrência (salvo algumas exceções, como Serial Experiments Lain). Mesmo que você não goste da obra dele, ou não ache ele tudo isso que dizem (o meu caso), temos que dar o braço a torcer. Hideaki Anno foi muito além dos outros diretores de animes.

A obra máxima de Anno é Neon Genesis Evangelion. Anime de apenas 26 episódios que virou cult no mundo dos animes. Obra obrigatória para qualquer um que se autodenomine otaku. Em Eva (o nome que os fãs carinhosamente chamam a série), criaturas gigantes chamadas Angels atacam a terra. Robôs gigantes chamados Evangelion são a única solução contra essa ameaça.

Abre parênteses

Nunca entendi essa fixação por robôs gigantes que os japoneses tem. Todo seriado estilo Flashman, Changeman, (os Sentais) tem um robô gigante. Um dos animes de maior sucesso de todos os tempos no Japão é Gundam Wing, que nada mais é do que um anime sobre robôs gigantes. Existe uma infinidade de seriados que tratam sobre essa temática Japão. Outro que me lembro de cabeça é Patlabor que passou na Fox Kids brasileira. Só há uma explicação possível: coisa da mente insana (e legal) dos japoneses.

Fecha parênteses

Os Evangelions só podem ser controlados (por algum motivo que mais tarde será desvendado na série) por crianças de 14 anos específicas. Uma delas é Shinji Ikari. Shinji é o personagem mais inseguro que já surgiu em qualquer produção, e seus medos e preocupações serão duramente testados até o fim do seriado. Outra piloto é Rei Ayanami: a personagem sem sentimentos e para muitos a mais sexy dos animes (claro, isso se você gosta de albinas submissas : P).


Rei Ayanami é pop, já foi capa da Rolling Stone (!)

Uma outra qualidade de Evangelion é que existem vários mistérios que vão surgindo e sendo revelados aos poucos (bem no estilo Lost). Entratanto, justamente aí reside também seu maior defeito: muitos desses mistérios não são bem explicados, o que deixou muitos fãs revoltados. Os 2 episódios finais do seriado foram tão viajantes e destoaram tanto do resto da série que um filme foi produzido que reconta a história desses dois episódios de forma mais normal, por assim dizer.

A parte técnica de Evangelion é exuberante. A animação, apesar de ter vários momentos vamos-economizar-acetato típicos da Gainax, é muito bem feita. Assim como a ótima trilha sonora.

Pessoalmente não acho Evangelion o melhor anime do mundo, alguns episódios são bem chatinhos, mas a história é realmente interessante, e sendo uma série curta e com um roteiro bem mais elaborado do que a média de qualquer produção (sendo anime ou não), vale a pena conferir.

A melhor e mais macia colcha do mundo

Existem coisas enquanto você não conhece, não fazem falta nenhuma na sua vida. Mas uma vez que você conhece, não consegue mas viver sem.

Um desses supérfluos necessários é o Edredon. Tipo, eu sinto MUITO frio. Meus pés estão quase sempre gelados no inverno. Quando vou dormir, eu empilho uns 3 cobertores daqueles bem felpudos e grossos pra me aquecer. Só que nisso, fica uma tonelada de cobertor em cima de mim, o que nem sempre é agradável. Eu achava que excetuando cobertores elétricos e aquecedor, não tinha outra maneira de ficar aquecida. Isso até dormir num edredon. Basta um edredonzinho (no máximo mais um cobertor fininho) e pronto, quentinha a noite toda, sem aquele peso em cima : P

Pra mim é especialmente importante porque eu tenho alergia a pó. Cobertores quase sempre fazem eu espirrar.

Aqui a foto do edredon que eu comprei, na Casa Alegre, do Shopping Iguatemi. O meu é da marca Altenburg, e tem silicone dentro, o que o deixa bastante macio. Foi mais caro do que eu me disponho a pagar por esse tipo de coisa (já por eletrônicos eu em geral eu aceito pagar bem mais), mas nada como ter um sono melhor. Afinal, dormir é tudo.


Happy House : P


azulzinha e macia

PS: Eu ignorante, achava que colcha e edredon eram a mesma coisa. Mas não é, tem diferença: colcha é mais fina que edredon.

Animes que ando assistindo: Paradise Kiss

Como vocês já devem ter percebido pelos meus últimos posts sobre anime, tenho buscado produções menos mainstream, mais obscuras que tivessem algum diferencial em relação as toneladas de produções que o Japão lança todos os anos.

Screenshot Paradise Kiss anime manga

Paradise Kiss é um anime que trata do universo da moda. A personagem principal dele, Yukari, é escolhida para ser modelo para um grupo de estudantes de uma universidade de design (os quais criam a grife Paradise Kiss). O universo da moda não chega a ser destrinchado, mas alguns insights bem interessantes são mostrados.

Screenshot Paradise Kiss anime manga

Screenshot Paradise Kiss anime manga

Mas o mais legal e surprendente nem foi a história, foi a música de encerramento. Em geral, os encerramentos de animes tem músicas medonhas, mas dessa vez, era nada mais nada menos do que a música Do you want to, de uma das minhas 3 bandas favoritas, o Franz Ferdinand. Simplesmente adorei.

capa do segundo cd do franz ferdinand

Mesmo assim, o anime tem suas falhas. Não é tão encantador como Kimi ga nozomu eien, por exemplo, que é um anime parecido. O principal problema de Paradise Kiss é o ritmo lento (arrastado). Pelo menos algumas situações nonsense são bastante engraçadas, apesar de não tão frequentes.

O mangá está sendo publicado pela editora Conrad. Se você gosta de shoujo/josei, aproveite, pois ao contrário de outros seriados bastante longos como Sailor Moon, Fushigi Yuugi, CardCaptor Sakura, dessa vez são só 12 episódios, ou 5 edições de mangá.