Uma história de catapora

Esses dias vendo TV fiquei sabendo que tá rolando um surto de Catapora em São Paulo.

Isso me lembrou do como eu peguei essa temida doença, época que não tinha essas facilidades chamada vacina. Quer dizer, talvez até tivesse, mas não a preços acessíveis ou de graça. Eu tinha algo como 9 ou 10 anos e fui passar as férias em Cruz Alta, cidade do interior do Rio Grande do Sul no qual moravam minhas tias e primas.

O problema é que uma delas estava com Catapora.

Como todos sabem, a catapora é uma doença altamente contagiosa, e por causa disso, minha família inteira deixou bem claro: não compartilhem copos, talheres, garfos, nada, absolutamente NADA.

O problema é que eu era uma criança meio tapadinha e não dei muito bola. Aí a minha prima tava comendo uma gelatina saborosa e eu, bem esquecida, peguei uma única colherada.

Vejam bem galera, uma única colheradinha, nada mais. Foi o que bastou pra eu pegar Catapora.

Só que não foi só eu a tapadinha. Essa mesma prima tinha servido um copo de Coca Cola, mas não tomou tudo, e deixou o copo pela metade na geladeira. Meu irmão viu e adivinhem, bebeu. Preciso dizer o resultado de novo?

E depois minha outra prima também pegou catapora, não lembro bem como. Os únicos que nao pegaram foram os adultos da família, felizmente, porque parece que essa doença embora não seja muito preocupante em crianças, é perigosa para adultos.

E foi assim que a catapora se espalhou como fogo em palha seca e eu vi que certas doenças podem ser REALMENTE contagiosas.

Bom, só uma doença contagiosa assim poderia contaminar não apenas toda a vila do Chaves, como até a calça.

Só o Chaves que não, mas isso não vem ao caso.

O fato é que a catapora é daquelas doenças que parecem divertidas olhando nos desenhos animados e no Chaves, as pessoas cheia de manchinhas e tal, mas na vida real não é tão legal, não só por causa da febre mas especialmente a parte da coceira … ai a coceira, enloquecida, por todo o corpo, todo o tempo, toda a hora. Lembro que eu tinha que tomar uns banhos de um negócio vermelho eu acho, era a única maneira pra passar um pouco aquela coceira louca e irritante.

O lado bom de ter pegado catapora é que pelo menos fiquei imunizada (Poliana way of life) e posso ir até pra São Paulo no meio da crise de Catapora que não pego as manchinhas.

Momento cultural: Sabe como é catapora em inglês? Chicken Pox. Nome bisonho né?

E você? Já pegou Catapora, Sarampo, Caxumba ou Rubéola?

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Terremoto no mundo dos palitos de dentes!!!

E ai people! Sei que vocês tem mais de 100 feeds pra ler no seu Google Reader, mas leia esse, vão por mim, vai valer a pena, afinal, vamos falar de um assunto de vital importância hoje:

Palitos de dente.

Nunca entendi bem porque eles se chamam palitos de dente. Reflitam: todo manual de etiqueta Glória Kalil Style diz que, não podemos palitar os dentes na mesa, que isso é o supra sumo da mal educação, grosseria e etc. Tem gente que diz que é nojento e tal, eu particularmente não me incomodo em ver alguém se palitando, mas tipo evito fazer né, porque sei lá, quero ser vista como uma pessoa da alta sociedade bah tri, ok, na real é porque sei lá, se tá escrito no livro de etiqueta, alguém deve se incomodar com a tal da palitação, Glória Kalil sabe das coisas né, e eu sou uma pessoa legal, não gosto de incomodar como vocês podem ver, dai evito.


Chic, agreste. Superafim, superafim, superafim de mim

Mas falando sério sobre esse assunto de extrema importância, a questão é, algo muito mais prático que o palito de dente é o fio dental, afinal, ele consegue atingir lugares que o palito de dente nem sonha em chegar (uhhhh, o palito tomou nos dedos agora, fio dental 1, palito de dente 0).

O fato é que a única utilidade real e verdadeira do palito de dentes é pra pegar comidinhas como batata frita, picadinhos, salsichão, coração de galinha, e miúdos em geral.

Então, pensem comigo, se em público não dá pra palitar os dentes, e na esfera privada, as pessoas em geral preferem usar o fio dental e não o tal do palito. No fim, o maior uso para o palito de dentes, nem é limpar os dentes, é pegar comidinhas pequenas, então, vejam só, porque o nome do objeto é palito de DENTE? Não deveria ser palito de comidinhas? Ou palito de miúdos? Ou sei lá? Alguém tem alguma sugestão?

Mistérios insolúveis da nossa amada língua portuguesa.

Mas eu não comecei a falar de palitos de dente apenas para comentar sobre esse mistério, foi por algo muito mais maior de grande. Galera, digam ai, se eu pedir pra vocês me dizerem uma marca de palito de dentes, qual é a primeira que vem na mente?

Claro que é Gina!


A emblemática marca. Alguém já contou se vem mesmo 200 palitos? Inmetro já testou?

Por sinal, essa deve ser a única marca que vem na cabeça de vocês. Porque? Porque os palitos Gina vem durante anos praticamente monopolizando esse importante mercado da indústria nacional. Não sei bem o motivo pelo qual os concorrentes não conseguem de fato concorrer com essa marca. Existem várias teorias, algumas dizem que a Gina, a garota cuja a foto estampa as embalagens, fez um pacto com o demônio. Outros, dizem que o responsável é o olhar hipnotizante dela, que faz os consumidores sequer olharem para as outras marcas. Tem ainda uma teoria que diz que a beleza prosaica de Gina é a única razão para tal monopólio, a verdade é que ninguém sabe ao certo o motivo.


Cosplay da Gina

Mas isso foi até hoje.

Uma nova marca está de fato concorrendo com a Gina agora. Um palito de dente pra quem acertar qual.

Acertou quem disse Billa.

Billa é uma menina esperta e malandra que vai todos os dias no bosque recolher lenha, quer dizer, eu não sei quem é a Billa, os criadores desse novo palito de dentes nada nos revelam sobre esse lançamento no website da compania. Todavia, a marca Billa está aí pra provar que monopólios, cartéis, trustings e holdings podem sim ser quebrados, bastando apenas alguns diferenciais.


Porque marcas de palito de dente tem nome e figura de uma mulher?

E Billa os tem.

A Billa, pra tentar ser melhor que a Gina, colocou alguns difenciais bastante interessantes: primeiro, todos os seus palitos são embalados individualmente. Mas não é só isso não, eles também são mentolados. Diz Billa que mentolar os palitos elimina o aparente gosto de madeira que os palitos da concorrência tem. Gina, numa entrevista, negou tudo.


E ai, quem vai fazer o primeiro cosplay da Billa palito?

Como o Bitpop é um blog que sempre se esforça pra fazer serviços de utilidade pública, eu testei os dois palitos, num teste cego. Sem mais rodeios, o veredito pra vocês: a menta é facilmente reconhecível e fica bem fácil saber com qual palito você está mexendo mesmo num teste cego (que frase estranha …). De qualquer maneira, não achei que o palito Gina tem gosto de madeira, então não acho que a menta seja de fato uma grande adição que compense um aumento no preço.

Mas claro, cada um tem sua opinião, e novas opções são sempre bem vindas no mercado capitalista que vivemos, mais opções para o consumidor, mais variedade de produtos, que vença o melhor, certo?

ET e Rodolfo já diziam: Vocês querem que a Gina vá embora?

Se depender da Billa, vá Gina.

A probalidade de você ler esse post é de 100%

A má fama da matemática é notória. A pior média na maioria dos vestibulares do Brasil é sempre dela, disparado, inclusive fora do Brasil. Nos Estados Unidos a matemática é tão odiada que existe inclusive uma escritora, PhD pela UCLA, e autora de artigos científicos, que tenta desmistificar e ajudar no ensino da matéria nos EUA. Ela escreveu Math doesn`t suck no qual tenta incentivar estudantes a gostar dos números. Seu nome é Danica McKellar. Se você acha que já ouviu esse nome em algum lugar, não está enganado. Ela interpretou Winnie Cooper, a namoradinha do protagonista da série Anos Incríveis, sucesso nos anos 80 nos EUA e Brasil.


Matemática não é um saco


A guria é bonita, tem phd em matemática e foi atriz de sucesso. Sério, tem que ser chata pelo menos.

Mas eu dizia que a aritmética, voltando a matemática , o pior é que muito desse esforço pode ser ineficaz. Existe um professor que acha que o ensino de matemática no mundo está completamente errôneo. Seu nome é Professor Girafalez Arthur Benjamin, e ele afirma em uma palestra que todo o processo de ensino dessa matéria está focado com o objetivo final de ensinar cálculo aos estudantes. Segundo ele, poucas pessoas usarão esse conhecimento em suas vidas. Ao invés disso ele defende que os alunos, mesmo de ensino médio, deveriam estudar mais é probabilidade e estatística. Interpretar dados, analisar tendências, prever riscos é mais importante atualmente que saber as técnicas do cálculo. Ou seja, no dia-a-dia, saber estatística é mais útil que saber cálculo. Ele continua, explicando que em um mundo como o atual no qual existem mais incertezas que respostas absolutas o ensino da matemática deveria se atualizar também.


Se eu somar 3 maças com 3 laranjas, obtenho 6 bananas.

Com isso em mente lembrei de recente estudo de grande utilidade que comprova essa tese. Hoje em dia, quem sabe probabilidade e estatística, até na hora de ir para o auditório do programa Silvio Santos leva vantagem quando quer pegar alguns dos incríveis avioezinhos de dinheiro que o dono do baú distribui em seu programa.

Quem quer dinheiro?

PS: Colaborou com o post meu irmão

Confissões: Símbolo da Antártica

Sabiam que até uns 10 anos de idade, eu achava que o símbolo da Antártica eram 2 olhos e não pinguins? Tipo, pra mim eram olhos meio ninjas e tal, encarando quem olhasse pro rótulo da garrafa. Só descobri que eram pinguins depois de um comercial mostrando essas amáveis aves bizarras falando da cerveja.

Eu sei que depois que a gente descobre que são pinguins parece absurdo imaginar que as pessoas pensem que eram outra coisa, mas puxa, olhando bem de longe, não parecia pinguim pra mim tá?

Cavalo de Fogo e indagações

Quem não curtia esse ótimo desenho que passava no SBT? A série tinha todo um clima de fantasia, todo um mundo próprio, fora que todo o mistério sobre aquele universo é explicado aos poucos, em flashbacks. Alguns episódios eram até meio soturnos pra crianças, tão soturnos quanto o filme História sem fim.

E ainda tinha a abertura, totalmente megachiclete!!! Vocês por acaso já viram a versão rock ‘n roll dela? Se não viu, pare tudo e escute, é o máximo!!! Muito bem feita!!!

Cult total, e não é só eu que penso assim, leiam as opiniões da galera no IMDB.

Graças a Internet acabei descobrindo o porquê desse desenho repetir taaaaaaanto: eram só 13 episódios, e olha que eu achava que era uns 30 pelo menos. Vai entender porque teve tão pouco. De certo alguém rogou uma praga que fez quase todos os desenhos bons dos anos 80 ficarem com poucos episódios, só pode ter sido isso.

Dizem as más línguas que Hannah Montana foi levemente baseada em Cavalo de Fogo, veja bem, uma garota do campo que no início da adolescência (13 anos) vive uma vida dupla entre o melhor de dois mundos. Produtores de Hannah Montana: qualquer semelhança é mera coincidência.

Um dado interessante é que assim como Caverna do Dragão, esse desenho simplesmente não tem um final. Não foi o SBT que foi sacana e nunca exibiu, não tem mesmo. Agora uma coisa eu não entendo: porque no caso desse desenho não foram inventadas teorias mirabolantes sobre o final ? Sei lá, algo do tipo que a Sara usava alguma droga natural com a amiga índia dela e via cavalos falantes, ou ainda que ela tava morta porque andou em alguma montanha russa e acabou indo pra um limbo cheio de cavalo falante, e a Diabolyn na realidade era boa e queria abrir os olhos dela mas o Brutus sempre atrapalhava, whatever. Cadê a imaginação da galera pra esse desenho ?! Porque só Caverna do Dragão mereceu final alternativo?


Diabolyn, malvada fashion. Como nunca fizeram um cosplay dessa mulher?

Por sinal, outra coisa que nunca entenderei também é o que tinha na cabeça do estúdio Hanna Barbera quando inventou esse desenho, porque OK, a idéia foi mega bem executada, mas a princípio a sinopse parece muito idiota. Imagino que tenha sido assim o diálogo na hora da criação:

William Hanna: Ei Joe, tô vendo que a gente só tem desenho de comédia, tipo Flinstones e Jetsons, temos que fazer uma aventura pra diversificar.
Joseph Barbera: Tem razão Will, olha só o sucesso de He-Man e Thundercats por exemplo, esse tipo de seriado tá fazendo o maior sucesso mesmo.
William Hanna: Te falei. Mas o que a gente pode criar que seja diferente e que não pareça uma mera cópia sem imaginação?
Joseph Barbera: Deixa eu pensar … que tu acha de um desenho com cavalos falantes?
William Hanna: Tá louco, isso não faz sentido nenhum.
Joseph Barbera: Claro que faz, pensa comigo: os Ursinhos Carinhosos fazem sucesso, e são simplesmente ursos falantes com desenhos na barriga que moram em nuvens fofas do céu. Tipo, se for legal, todo mundo compra a idéia, por mais absurda que seja.
William Hanna: Hum, olhando por esse prisma, não parece tão ruim. Mas vamos colocar uma protagonista loira, pode ser? É que deu sorte em She-Ra né, olha como She-Ra é uma série longa, e ela voava num cavalo também.
Joseph Barbera: Tá, tudo bem. Mas o cavalo principal pode ser roxo?
William Hanna: Mas por quê?
Joseph Barbera: Só porque eu gosto da cor.
William Hanna: Ah tá, pode sim. Chama os desenhistas e roteiristas, vamos começar logo!

PS: Post em homenagem as minhas amigas Daiane e Jamile, assim como eu, fãs incondicionais de Cavalo de Fogo.

Loja oficial da Turma da Mônica e o personagem Louco

Se tem uma coisa que eu adoro são lojas oficiais de algum personagem, quadrinho, filme, serie etc. Imagina só, uma loja cheia de cacarecos e produtos OFICIAIS relacionados apenas a algum assunto de seu interesse.

Ao contrário dos Estados Unidos e Japão, onde existem lojas especializadas em várias coisas, como por exemplo lojas só com produtos de Pokémon, ou só com produtos de seriados da NBC, etc, aqui no Brasil é bem difícil de encontrar.

E se levar em conta que eu não moro nem em São Paulo e Rio de Janeiro, mas sim Porto Alegre, fica mais difícil ainda. Por isso não é de se admirar que eu tenha ficado tão abismada quando vi uma loja oficial da Turma da Mônica aqui em Porto Alegre, no aeroporto Salgado Filho.



Fotos tiradas na câmera da Bruna, que tem também um site de seriados muito legal.

Eu amo essa turminha, pra terem uma idéia do meu fanatismo, um dos meus top filmes de todos os tempos para sempre será A princesa e o robô, longa metragem animado de 1983 que eu assisti 10938473 milhões de vezes na infância. Nele a Turminha ajuda um robô em formato de coelho a achar um coração. Qualquer semelhança com o Mágico de Oz é mera coincidência.

Mas vamos falar sobre a loja. Embora não seja muito grande, a loja é obviamente linda. Tem de tudo. Claro que eu não perdi uma chance de tirar uma foto com um Sansão.



Checando o poder de fogo dessa poderosa arma.

O grande problema da loja é os preços absurdamente exorbitantes, que me impediam de compar algo cada vez eu conjecturava levar um produto.



Mais produtos.

Eu já estava quase convencida em não levar nada, mas não pude resistir quando vi que tinha até traquitana do Louco, aquele personagem que pouca gente conhece super alternativo, legal e indie que atormentava a vida do Cebolinha.



Ele usa All Star vermelho e jaquetinha retrô.

Tipo, ninguém cria ou licencia produtos do Louco porque ele nem é dos personagens mais queridos, por isso quando vi um produto dele nessa loja, tive que comprar, independente do preço.



Bonequinho que comprei e que agora fica pendurado no meu monitor LCD.

E vocês sabiam que apesar de louco, ele é super inteligente? Opa, você deve estar me perguntando “Como assim Mari ? O Louco é só um louco, ele não é inteligente”. Pois é, eu também achava isso, mas notem que na famigerada Turma da Mônica mangá, o Louco é apresentado como professor da turminha da rua do Limoeiro. Além disso seu verdadeiro nome é apresentado.

Ele se chama Licurgo. Style né ? : P