Hero Quest, o jogo perdido

Hero Quest é um jogo de tabuleiro que eu tive o prazer de ter quando tinha algo entre 10 e 12 anos. Lembro que eu estava na dúvida entre comprar o Hero Quest (que eu nem sabia como era, mas tinha tantos anúncios na revista Ação Games que parecia ser legal) e o Jogo da Vida, clássico da Estrela que eu já tinha jogado e era um jogo meigo de formar família, ter carrinho, etc. A dúvida era muito forte, a única coisa certa é que eu queria um jogo de tabuleiro, nada de videogame, bonecas, quebra-cabeças e etceteras. Como sanar essa dúvida cruel de qual jogo pegar? Como ? Como leitor? Me diga?


Você é o herói, mas pode ser o vilão também

Meu pai resolveu a dúvida me dando os dois joguinhos ❤

Bom, o Jogo da vida era legalzinho conforme eu já previa, mas o Hero Quest estava anos luz no quesito diversão. Era todo um novo conceito em jogos de tabuleiro (pelo menos os lançados no Brasil) já que incluia o conceito de jogo cooperativo. Era você mais até 3 jogadores que se ajudariam na luta contra criaturas horripilantes tais como gargulas, orcs, goblins, múmias, zumbis e cavaleiros do caos, esses monstros todos controlados por um único outro jogador. Conceito esse de cooperativismo que não existia em outros jogos tipo banco imobiliário, combate, war, etc, no qual é cada um por si, todos contra todos.


Os personagens do bem e do mal

Além disso as peças tinham uma riqueza de detalhes, e o jogo tinha toda uma ambientação e história pra tornar a jogabilidade mais imersiva.

Joguei muito, mas muito mesmooooo, até que fui perdendo o interesse pelo jogo, fui perdendo as pecinhas, até que acabei, num momento muito mal pensado, me desfazendo do jogo.


Tem dado em casa?

O problema é que ele misteriosamente nunca mais foi publicado. Algo aconteceu com os direitos e copyrights que sequer em lojas especializadas no exterior é possível encontrá-lo.

Então, onde encontrar? O único lugar possível é usado, em sites como o Mercado Livre. Claro que os vendedores sabem que o jogo tornou-se algo raro, e os preços começam em 300 reais. Começam, porque alguns são vendidos por 500 reais. Certo que os de 300 deve sem os com caixa demolida : P

Fica a minha homenagem a Hero Quest, que além de horas de diversão, foi uma das portas de entrada pra conhecer outros jogos, dessa vez importados, e criar mais um vício (saudável) pra minha vida : )


Ficha dos heróis

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O conjunto de todos os conjuntos que não contém eles mesmos

Quando eu era criança, eu não era muito fã de matemática. Achava uma decoreba inútil que servia só pra exercitar a mente.

As coisas começaram a mudar no cursinho pré-vestibular. Eu lembro que ia em todas as aulas de ‘reforço’ de matemática, visto que matemática era peso 3 no meu vestibular. Numa dessas aulas, um dos estudantes, de certo revoltado, falou que detestava a matéria porque matemática era uma coisa inventada. Claro, contas, juros, essas coisas eram úteis, mas equações, polinômios e logaritmos, só pra citar alguns exemplos, eram invencionices de alguém que queria de certo torturar criancinhas, disse ele (exceto pela parte de torturar as criancinhas).

Momento de tensão na aula.

Eis que o professor, talvez por ser uma aula de reforço, talvez por ser novinho e motivado, talvez por ter se ofendido, não se sabe bem a razão, resolveu ‘defender’ a matemática ao invés de dizer o clássico e desconfortante ‘você tem que estudar porque cai no vestibular’. E então, entre várias explicações, ele disse a frase que me tocou. Disse ele: A matemática explica o mundo.

De novo, com mais dramaticidade e voz com eco: A matemática explica o mundo.

Um mais um não é dois porque alguém quis que fosse dois. É dois porque no mundo real, sempre é dois. A matemática (e claro que por consequência quem faz uso dela, como a física) está explicando, refletindo o que acontece no mundo real. No momento que um arranha-céu só fica em pé se seguir os ângulos, contas e polinômios da matemática, a matemática está mostrando que ela funciona, e que ela existe no mundo real sim.

É óbvio, mas tem muita gente (por exemplo eu mesma por uns bons anos) que não se dá conta. Não se dá conta de como ela é útil, e tudo o que ela nos permite fazer (de levantar prédios a fazer jogos de videogame).

E foi cursando ciência da computação e aprendendo (ou pelo menos estudando : P ) derivadas, integrais, álgebra linear, entre outras coisinhas que eu me apaixonei por essa matéria. Não que eu ache ela fácil, longe disso, mais se avança nela, mais abstrata e não intuitiva ela fica. Mas é ai que começa umas bizarrices mucho locas, que eu adoro tipo, geometria hiperbólica (a soma dos ângulos internos de um triângulo nem sempre é 180 graus … como os professores do primeiro grau nos enganavam !!! ), aquele lance das portas e teoria dos conjuntos.


Georg Cantor pira nos infinitos (literalmente)

Ah, a teoria dos conjuntos … isso me lembrou a cardinalidade de conjuntos infinitos de Georg Cantor, mais especificamente aquela parte que diz que um conjunto infinito pode ser maior que outro também infinito. Sente a piração, 2 conjuntos infinitos de tamanhos diferentes !!! Eu sei que já é provado o esquema, com uma prova muito elegante por sinal, só que é tão não intuitivo que sempre me dá um pequeno revertério mental quando penso a respeito.

Mas acho lindo.

PS: Post motivado pela leitura do livro Alex no País dos Números, de Alex Bellos, livro legal pra quem curte a matéria.

Receita de café gelado super boa pro verão

O problema pra quem gosta de café é tomar café no verão. Não tem como tomar nada quente em certo dias. O jeito, pra quem gosta, é apelar pro café gelado. O problema é que eu não sabia fazer café gelado.

Por isso, resolvi tentar, peguei uma receita e aleatória na internet e tentei, vai que ficasse bom?

A propósito, quando foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

Voltando, ate que deu certo a receita! Além de bom, ficou super refrescante. E o mais importante: é fácil de fazer !!! Porque receita que dá muito trabalho não rola.

A receita que eu peguei precisa de licor Bailey’s, mas dá pra fazer com Amarula também. Se quiser com um gostinho leve de chocolate, dá pra usar licor Mozart. Não se preocupe quanto a ficar bebado, a quantidade de licor que vai é bem pequena mesmo*.

*Nota da blogueira: se você quiser ficar bêbado, não vamos te julgar, coloque mais licor. Pra resultados mais efetivos, mete tequila, vodka … não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais.

Eis a receitinha pro café:

– 1 xicara de café preto (forte se você gosta forte, fraco se você gosta fraco)
– Muitas pedras de gelo (quanto o copo poder acomodar)
– 5 colheres de sopa de licor
– Açúcar a gosto

Misture tudo e beba, simples assim. Você definitivamente não precisa ser a Julia Child pra fazer as receitas do meu blog : P

Dá pra fazer com sorvete de creme e chantilly também, mas dai dá mais trabalho e eu nem tentei. Mas pra quem gosta, tá valendo.

caneca de Cerveja Amanteigada
Meu café gelado pronto. Percebam que só pela curtição, utilizei uma caneca de cerveja amanteigada do Harry Potter

E se você não gosta de licor no seu café de jeito nenhum ou simplesmente não tem a mão, tem essa receitinha que parece ser muito boa embora eu não tenha tentado ainda.

PS: Esse post é mais um post na categoria Gastronomia, uam categoria inusitada para um blog como o meu, mas que lhe oferece posts deliciosos e informativos sobre balas de gelatina, lactobacilos vivos, cogumelos, entre outros alimentos.

Capas de Caderno, a difícil escolha das crianças e adolescentes

Na minha época, pelo menos para mim, comprar material escolar era sempre uma festa, a parte mais legal era escolher as capas dos cadernos. Escolha de suma importância na vida de qualquer criança, visto que aquela capa iria acompanha-lo pelo ano inteiro, de Segunda a Sexta. Uma outra escolha vital, era decidir se as capas mais legais iriam ser destinadas as matérias menos legais ou as mais legais. Dar uma capa muito legal para uma matéria chata, tipo química, era uma maneira de tornar aquela matéria algo mais agradável, nem que fosse pelo menos esteticamente. Ao mesmo tempo, a vontade era de dar a capa bonita para a matéria legal, tipo história e geografia, já que ela proporcionava horas agradaveis no colégio.

Quando eu era bemmm criança, uma coisa que fazia mega sucesso eram capas de caderno com temática relativa a Xuxa. Adorava esses cadernos. Bom, a Xuxa era definitivamente onipresente nessa época.

Outra que super fazia sucesso eram capaz da Click, com atores. Sério, todo mundo tinha. Se você tem mais de 25 e menos de 35 você lembra !!!


Ana Paula Arósio


Luana Piovani

Esse da Norma fazia sucesso porque era barato e tinha capa dura. Tipo, houve um tempo que caderno capa dura era LUSHOOOOOO total. E esse era o mais barato de capa dura que existia entendeu, pior dos melhores. Porque caderno de capa mole, ninguém merecia.

Óbvio, tinha os clássicos de sempre também, tinha caderno de time de futebol (esse muita gente tinha), da Moranguinho, da Barbie, da Disney, da Monica, temática Ecológica, etc. Mas uma coisa você nunca via: os ídolos da adolescência estampando as capas de caderno. Naquela época sem internet ou com internet lenta, demorava muito para as empresas licensiadoras trazerem pras capas de caderno os nossos ídolos. Fato é que ninguém teve caderno das Spice Girls, dos Backstreet Boys e de tudo que fez sucesso na época exatamente por esse motivo. Mas hoje as coisas são diferentes, a Foroni, Tilibra e Credeal tão se puxando, vejam só:

Luan Santana

Restart.

Justin Bieber

Só não achei de Crepúsculo, mas deve ter.

E hoje em dia, tem até capa de caderno com temática de jogo de videogame de PlayStation!! No caso, God o war !!!

Bah, se tivesse de algum outro jogo que eu gostasse mais, tipo Uncharted, compraria certo, nem iria me importar que é capa de caderno de menino : P Por sinal, isso me lembra a vez em que com 5 anos fui pra creche com uma camiseta do Jaspion, um dos herois da infância, e um menino da mesma idade, de certo com inveja da minha camiseta super mega master linda, disse que era camiseta de guri. Eu idiota me abati com a crítica. Certo que se eu tivesse nascido na época do youtube, teria sido a protagonista desse video:

Outro caderno super legal, que to me coçando pra não comprar, são esses dos Beatles. Tipo eu nem tenho aonde usar cadernos, mas as capas são tão lindas !!!

Lindas também são as capas que a Foroni fez com designs do Paul Frank. Essa com cupcake linda é da coleção nova.

E tem também uns lindos de Alice nos Pais das maravilhas, outro de vilãs da Disney, de Star Wars, Pepsi retrô …

Fora que lembrei agora que dos adesivos que sempre vinham nesses cadernos, na minha turma rolava muito escambo de adesivo.

Tantas opções … depois desse post longo e cheio de fotos, no próximo post sobre material escolar, vamos falar da guerra Fichário X Caderno : P

Livros de história para não historiadores

Eu sempre gostei de História. É como cinema na vida real. Mas tinha uma coisa que eu nunca gostava: no colégio pelo menos, e especialmente em cursinhos pré-vestibulares, a história é sempre ensinada como fato e consequência, com um distanciamento do lado pessoal das entidades envolvidas, afinal, não interessa se Dom João gostava de comer asinhas de galinha com manteiga, interessa é se ele modernizou o Brasil, as consequencias de suas decisões, etc.

História ensinada assim não me encanta, porque se perde o fator cinematográfico e tudo se transforma numa sucessão de fatos e datas que somos obrigados a decorar na escola.

Eu já tentei ler livros mais aprofundados sobre História do Mundo. Por exemplo, já tentei ler livros de Eric Hobsbawn. Tentei, porque nunca passei de 50 páginas. Pra mim, são livros de historiador profissional, eu sou historiadora de fim de semana, que gosta de história como estória.

E é por isso que eu gosto tanto dos livros 1808 sobre a vinda da família real para o Brasil, quanto o 1822 sobre a Indepêndencia, ambos escritos por Laurentino Gomes, que talvez por ser jornalista, e não historiador, consiga fazer livros mais agradáveis de ler. Agradáveis não (só) por serem mais fáceis, mas por se aprofundarem na vida dos personagens, por tentarem descrever a personalidade dos reis, príncipes e demais envolvidos, e como isso afetou e influenciou em suas decisões.

Livros escolares sempre me passam a ideia que não importa muito quem está no poder, só os acontecimentos, que Dom João, Dom Pedro I e Dom Pedro II tem personalidades parecidas e só muda a época de reinado. Que se tivessem personalidades diferentes, isso pouco afetaria os rumos da história, pensamento completamente equivocado.

E só com um livro desses eu descobriria que a Imperatriz Leopoldina era nerd! Não gosto muito de samba ou carnaval e não torço por nenhuma escola de samba, mas se for pra torcer, é Imperatriz Leopoldinense na cabeça : P

Cogumelos Pop

Nos últimos anos cogumelos tem ganhado uma reputação de serem muito saudáveis e seu consumo cada vez mais incentivado já que segundo pesquisas eles têm propriedades até mesmo contra o câncer. O primeiro cogumelo que todos entram em contato é sem dúvidas o Champignon, seu exemplar mais difundido na culinária brasileira e inserido em pratos que vão do strognoff a pizza. Outro que tem disputado o espaço do champignon é o shimeji, que tem ganho popularidade graças a difusão da culinária japonesa no Brasil.

Mas o fato é que a primeira vez que eu ouvi falar de cogumelos foi através de um desenho animado, um desenho do SBT do fim dos anos 80, início dos 90 chamado Nossa Turma, no original, Get Along Gang.

Era um desenho cujo personagem principal era um alce. Tinham outros animalzinhos também e todos viviam num trem. O desenho ficou realmente preso na minha mente graças a sua abertura com uma canção grudenta que nunca sofreu nenhuma adaptação para nossa língua portuguesa, era tocada em inglês mesmo. Lembro de canta-la num inglês estilo Sol do Big Brother quando era uma tenra criança.


Segundo esse video o nome do desenho era outro, mas no meu tempo era Nossa Turma, tenho certeza.

Voltando aos cogumelos, houve um episódio em que uma das menininhas ia num piquenique, comia um cogumelo selvagem e passava mal, super tenso. A lição do episódio era não coma cogumelos desconhecidos pois você pode morrer.

Lembro que não tinha entendido bem o episódio porque na minha cabeça nem existiam cogumelos selvagens, pelo menos nunca tinha visto cogumelos em bosques (não que eu tivesse ido a muitos), o certo é que se visse um, não comeria.

Mesmo eles parecendo tão bonitinhos na minha imaginação, como pequenos guarda-chuvinhas comestiveis.

Mas ao crescer percebi que cogumelos eram saborosos (não os selvagens!) e acabei virando fã de shimeji na manteiga e outras receitas com esses fungos mesmo que desincentivada por desenhos animados ou família (já que ninguém gosta). Entretanto é fato que cogumelos são criaturas que podem ser esteticamente bastante estranhas às vezes conforme essas fotos.

Alguns bem fálicos, mas isso não vem ao caso.

Mas esses são os cogumelos da culinária, o cogumelo também sempre esteve presente na cultura pop, como por exemplo no jogo Mario, com cogumelos vermelhos e verdes.

Além de serem úteis na culinária e nas jogadinhas de Mario, cogumelos são conhecidos pelos seus efeitos alucinógenos, esses eu não conheço, o fato é que poucos conhecem uma vez que são legais apenas na Holanda.

Não que a ilegalidade impeça as pessoas de os descobrir, mas nunca ouvi falar de tráfico de cogumelos.

O espinafre do mal

Lendo esse post do Puxa Cachorra (segundo post que linko esse blog, mereço um link lá bah tri) sobre as lendas que nossas mães contavam quando eramos crianças e acreditavamos porque nao tinha um Google pra conferir, lembrei de mais uma grande mentira contada não só por nossas mães, mas por toda a mídia. Uma mentira deslavada que nos aterrorizou por anos a fio, a mentira que

o espinafre te deixa forte

O pior é que havia um desenho animado muito popular para endossar a tese, o famoso Popeye e seu espinafre em lata que lhe permitia nocautear Brutus facilmente. Qualquer cara feia na hora de comer o espinafrezinho que sua mãe fazia era motivo para ela relembrar os benefícios que essa folha verde-escura trazia para o marinheiro Popeye.

Interesante é que se você quisesse fumar cachimbo dizendo que o Popeye fazia, sua mãe não deixava.

Continuando, embora eu odiasse espinafre na infância, acabei crescendo e me habituando ao seu gostinho. Em recente viagem aos Estados Unidos, consumia os sanduíches da rede de fast-food Subway frequentemente. O fato é que o Subway dos Estados Unidos tem algumas opções ainda não disponíveis no Brasil. Uma delas é a possibilidade de acrescentar abacate no seu sanduiche, a outra é a opção de folhas de espinafre.

Certa vez li que quanto mais escura for a folha do vegetal que você come, mais saudável ela é. Por exemplo, alface americana, aquela alface verde clarinho quase branco, é supostamente uma alface desprovida de vitaminas e minerais, algo que não me choca visto que é a alface número 1 das cadeias de fast-food como Mc Donald’s e Burger King. Mas divago.

Com essa informação em mente, decido dar uma chance para o espinafre no meu Subway no lugar da Alface. Para minha total surpresa o gosto é agrádavel e decido sempre utiliza-la.

Ao voltar ao Brasil, incluo o espinafre em minha alimentação. Com esse crescente aumento no consumo do espinafre, decido pesquisar na internet seus benéficios. Eis as descobertas:

Perigo Oculto no Espinafre.

Popeye e o mito do espinafre.

Aparentemente, existe uma substância no espinafre chamada de acido oxálico que se consumida em grandes quantidades faz mal.

Popeye, seu maldito marinheiro, querendo me matar com esse tal ácido.

PS: Se espinafre deixava forte como no desenho, por que o Brutus nunca comia?